Sábado, 12 de Novembro de 2011

 

Recordo ainda... e nada mais me importa...
Aqueles dias de uma luz tão mansa
Que me deixavam, sempre, de lembrança,
Algum brinquedo novo à minha porta...

Mas veio um vento de Desesperança
Soprando cinzas pela noite morta!
E eu pendurei na galharia torta
Todos os meus brinquedos de criança...

Estrada afora após segui... Mas, aí,
Embora idade e senso eu aparente
Não vos iludais o velho que aqui vai:

Eu quero os meus brinquedos novamente!
Sou um pobre menino... acreditai!...
Que envelheceu, um dia, de repente!...

Mario Quintana




publicado por omeuinstante às 10:00 | link do post

4 comentários:
De Cláudia S. Tomazi a 12 de Novembro de 2011 às 11:20
De repente a idade
é o brinquedo presente
da alegria criança, não ausente !


É Quintana, tua luz é cristal.


De omeuinstante a 13 de Novembro de 2011 às 23:24
Uma mão cheia de beleza gentil. Um beijo, Cláudia! <3



De Isabel X a 12 de Novembro de 2011 às 23:44
Para além do poema de Mário Quintana, tão lindo isto que escreveu, Cláudia!

- Isabel X -


De Francisco a 13 de Novembro de 2011 às 15:23
Não é a primeira vez! Acrescenta muitas vezes beleza aos instantes aqui publicados. Parabéns, Cláudia!


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Sem a música, a vida seria um erro. Nietzsche
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