Quinta-feira, 3 de Novembro de 2011

Nada podeis contra o amor.
Contra a cor da folhagem,
contra a carícia da espuma,
... contra a luz, nada podeis.

Podeis dar-nos a morte,
a mais vil, isso podeis
- e é tão pouco.

Eugénio de Andrade



publicado por omeuinstante às 09:00 | link do post

4 comentários:
De Isabel X a 3 de Novembro de 2011 às 19:36
Tão pouco a morte, sim, de facto.

Que belíssimos encontros poéticos neste blogue, neste instante, Céu.

- Isabel X -


De omeuinstante a 3 de Novembro de 2011 às 21:52
E assim nos encontramos. Obrigada, Isabel


De Francisco a 3 de Novembro de 2011 às 23:05
Lido, aqui, há tempos:
Passamos pelas coisas sem as ver,
gastos, como animais envelhecidos:
se alguém chama por nós não respondemos,
se alguém nos pede amor não estremecemos,
como frutos de sombra sem sabor,
vamos caindo ao chão, apodrecidos.
E. Andrade

Instantes de grande beleza! Para a Céu. Para a Isabel x, se aceitar.


De omeuinstante a 4 de Novembro de 2011 às 21:01
Desde há muito me fascinam as palavras do poeta, aromas de sílabas, notas luminosas que enriquecem a língua dos homens."Palavras que muito amei,
que talvez ame ainda.
Elas são a casa, o sal da língua."- E é tanto, Francisco. Obrigada.


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