Terça-feira, 1 de Novembro de 2011

Chove uma grossa chuva inesperada,
Que a tarde não pediu mas agradece.
Chove na rua, já de si molhada
Duma vida que é chuva e não parece.

Chove, grossa e constante,
Uma paz que há-de ser
Uma gota invisível e distante
Na janela, a escorrer...

Miguel Torga, Diário II, 1943



publicado por omeuinstante às 10:00 | link do post

3 comentários:
De Cláudia S. Tomazi a 1 de Novembro de 2011 às 10:12
Com a pena na mão Miguel Torga, fora sábio!


De Isabel X a 1 de Novembro de 2011 às 10:44
Para além de dizer tanto, diz de um modo tão único que parece ter sido dito para nos acertar em cheio. Na alma?
- Isabel X -


De Lucas a 1 de Novembro de 2011 às 12:25
Bela fotografia, MCéu!


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Sem a música, a vida seria um erro. Nietzsche
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