Sábado, 17 de Dezembro de 2011

Eu contarei a beleza das estátuas -

Seus gestos imóveis ordenados e frios -

E falarei do rosto dos navios

 

Sem que ninguém desvende outros segredos

Que nos meus braços correm como rios

E enchem de sangue a ponta dos meus dedos.

 

Sophia de Mello Breyner Andresen, No tempo divivido (1954)




publicado por omeuinstante às 10:00 | link do post

3 comentários:
De isabelxavierix@gmail.com a 17 de Dezembro de 2011 às 14:39
Curiosamente, e apesar deste texto soar primeiro que tudo a balanço do já feito, parece-me ler nele o anúncio de um recomeço.
É bom mudar; a mudança é em si mesma um valor. Talvez agora seja tempo de uma maior diversificação, é o que me parece ler aqui.
Sem dúvida.
Agradeço a edição das minhas citações de Deleuze. Tive grande gosto nisso.
Aquele abraço, Paulo.

- Isabel X -


De Isabel X a 17 de Dezembro de 2011 às 15:09
Mais uma vez, inadvertidamente, aqui veio parar este meu comentário antigo- Peço desculpa por isso. Espero que o problema esteja definitivamente resolvido.
- Isabel X -


De Cláudia S. Tomazi a 17 de Dezembro de 2011 às 15:47
São trajetórias
aspectos irregulares
de tantos pares que pares assim distintos
miram em cascatas
por sofrer antigo.



A defesa mora no castelo.


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Sem a música, a vida seria um erro. Nietzsche
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