Sexta-feira, 20 de Abril de 2012

Ítaca. Um percurso de fragmentos íntimos e ínfimos de nós, revelando que a felicidade não existe alhures.

Rumos que mostram que no fim, em cada viagem, há sempre uma porta. A da própria errância; a do saber. 

(...)

Como Ulisses ninguém volta ao que perdeu
Como Ulisses não serás reconhecido.

 

Não vale a pena suportar tanto castigo.

Procuras Ítaca. Mas só há esse procurar.
Onde quer que te encontres estás contigo

dentro de ti em casa na distância

onde quer que procures há outro mar
Ítaca é a tua própria errância.


Manuel Alegre, Obra Poética, Publicações D. Quixote, pág. 832

 



publicado por omeuinstante às 09:00 | link do post

1 comentário:
De Francisco a 20 de Abril de 2012 às 11:45
Belíssimo!


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Sem a música, a vida seria um erro. Nietzsche
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