Domingo, 22 de Abril de 2012

Entre pinheiros

três casas.

Uma azenha parada.

Uma torre erguida

de fraga em fraga

contra o céu de cal.

E um silêncio talhado

para o voo de um moscardo

alastra de casa em casa,

sobe à torre abandonada

e sobe a azenha parada

tomba desamparado.

 

Eugénio de Andrade, Obra de Eugénio de Andrade / 1 – Primeiros Poemas, Porto,

Fundação Eugénio de Andrade, 2004



publicado por omeuinstante às 11:57 | link do post

1 comentário:
De Cláudia S. Tomazi a 23 de Abril de 2012 às 13:11
O despertar no moinho.


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Sem a música, a vida seria um erro. Nietzsche
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