Segunda-feira, 23 de Abril de 2012

A imensidão do universo suscita, insistentemente, perguntas pelo sentido da existência. Logo a nós, que somos uma extravagância do universo. Impressões recebidas duma Segunda-feira de mansas nuances.
Bem diz João Carlos Silva na obra Também Aqui Moram Os Deuses: é no Homem que o Universo morde a cauda.



publicado por omeuinstante às 17:38 | link do post

9 comentários:
De anamar a 23 de Abril de 2012 às 18:41
Gosto:))


De Manuel a 23 de Abril de 2012 às 19:28
Sem deuses e sem a alvitrada eterna vida de lazer após a morte, quero crer que os homens começavam a cuidar mais e a dar real sentido à sua existência.


De omeuinstante a 23 de Abril de 2012 às 21:43
De acordo. É sobre este real concreto que se devem tecer os discursos da acção. A interrogação que aqui toma o centro é radical. Ela procura a raíz do horizonte em que se dá o todo vivido, com deuses ou sem eles. O Existencialismo tem representantes cristãos e ateus, por exemplo. Qualquer forma de cultura pode preencher o campo desta necessidade- tão humana- de transcendência porque, diz Camus na forma de Calígula, os "homens morrem e não são felizes".


De R. a 23 de Abril de 2012 às 21:11
e portanto é no homem/oroboro que reside a eternidade?


De omeuinstante a 23 de Abril de 2012 às 21:59
Sim, no Homem reside a possibilidade de ultrapassarmos a finitude, condição essencial do homem no mundo. E mais importante que uma vida eterna é uma eterna vivacidade, diz, de forma lúcida, Camus. E eu concordo.


De R. a 23 de Abril de 2012 às 23:37
E, no entanto, o mesmo Camus, demonstra uma certa tendência a insinuar, ou eu demonstro um certa tendência a interpretá-lo assim, que a consciência dessa possibilidade, assim como o da eternidade no ser, é o golpe fatal para que tal se consume.


De omeuinstante a 23 de Abril de 2012 às 23:54
É. A felicidade consiste em assumir a fatalidade dessa mesma condição. Tal é a situação absurda do homem no mundo. A felicidade e o absurdo são dois filhos da mesma terra, digo eu, ou li e está em mim. Sísifo em acção.


De R. a 24 de Abril de 2012 às 00:14
Diria que a felicidade consiste em ficar pacífico com essa mesma condição e não a tomar como uma fatalidade. E o irmão gémeo é o esquecimento?

Em qualquer dos casos, uma coisa que tenho vindo a querer dizer há algum tempo, parabéns pelo blog. Uma delícia.


De omeuinstante a 24 de Abril de 2012 às 18:27
Obrigada, R. Também por gostar.


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