Quinta-feira, 10 de Maio de 2012

 


(Cargador de Flores, Diego Rivera)

 

(...)

Homens de carga! Assim as bestas vão curvadas!

Que vida tão custisa! Que diabo!

E os cavadores descansam as enxadas,

E cospem nas calosas mãos gretadas,

Para que não lhes escorregue o cabo.

 

Povo! No pano cru rasgado das camisas

Uma bandeira penso que transluz!

Com ela sofres, bebes, agonizas;

Listrões de vinho lançam-lhe divisas,

E os suspensórios traçam-lhe uma cruz!

(...)

Cesário Verde





publicado por omeuinstante às 21:44 | link do post

2 comentários:
De omuroeajanela a 11 de Maio de 2012 às 22:59
Muito bem conseguida a articulação entre as duas obras. Parabéns, MCéu!
O artista comprometido com o homem desumanizado e a Arte ao serviço da mudança.


De omeuinstante a 12 de Maio de 2012 às 21:46
Confluências que nos questionam....
Obrigada, Olga.


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Sem a música, a vida seria um erro. Nietzsche
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