Sexta-feira, 4 de Janeiro de 2013

Acabo de ler, no Jl, o artigo de João Lobo Antunes sobre a evolução da Medicina Narrativa. Uma lição. Através duma escrita limpidamente emocional, acedemos à Nova Medicina que tem como centro o olhar sobre a vulnerabilidade humana. Acompanhando a narrativa da doença compreendemos a urgência em ver para lá das aparências e das máscaras dos sintomas. 

Um artigo que salienta a necessidade de elevar o diálogo clínico àquela altitude que permite o olhar horizontal, olhos nos olhos, entre o médico e o doente. Da sua experiência cúmplice, retiramos o princípio: quanto mais vulnerável mais humano. Lembrando Camus, Lobo Antunes refere que a virtude da compaixão nasce quando falamos ao Outro com a voz com que falamos a nós própios.

Para contar e ouvir. 



publicado por omeuinstante às 22:23 | link do post

2 comentários:
De Isabel X a 5 de Janeiro de 2013 às 00:57
Desconheço este artigo de João Lobo Antunes de que falas, Céu.
Mas esta ordem de palavras e de pensamento faz-me lembrar uma obra fuindamental que conheço; "A Doença como metáfora" de Susan Sontag.
Algo sério!
- Isabel X -


De omeuinstante a 6 de Janeiro de 2013 às 17:28
E eu desconheço a referência que deixas.
" Algo sério! ": Sem dúvida que sim, Isabel!


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Sem a música, a vida seria um erro. Nietzsche
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