Quarta-feira, 6 de Fevereiro de 2013

Há dias, no i, li o artigo de José de Faria Costa sobre "infobesidade". Ontem, nas Caldas da Rainha, Manuel Maria Carrilho dissertou sobre o tema Pensar o Mundo. Dois momentos distintos, mas a mesma ânsia de procura de sentido e a necessidade de definir com rigor os conceitos com que exercemos o espaço comunicacional e público; político, portanto. Une-os o relevo que ambos colocam na necessidade de nos interrogarmos sobre o exercício de pensar; e de pensarmos efectivamente o mundo. 

Enquanto José de Faria Costa argumenta sobre o lado bom do acesso fácil e rápido à informação e sobre a necessidade de colocar a reflexão sobre o que é bom para termos pessoas a pensar, Manuel Maria Carrilho apresenta o tempo presente como lugar do mutante antropológico e de seres que sabem sem aprender, bastando-lhes para tanto clicar. 

Se a sociedade actual é repassada de pessoas multitarefas e de doses de informação em massa, então urge salientar o primado da interrogação reflexiva sobre tudo mas sem nunca perdermos a noção de que o infinito do pensar se não coaduna com o finito das nossas próprias capacidades intelectuais.

E não nos deixemos morrer de overdose de informação; e de cliques.



publicado por omeuinstante às 22:00 | link do post

443245.jpeg
Sem a música, a vida seria um erro. Nietzsche
links
posts recentes

Horizontes

Resquícios/ Amesterdão

Uma Pastelaria em Tóquio

ViK Muniz - Lixo Extraord...

VIK MUNIZ

Dominique Wolton

Da Memória: 1974 - Uma Pi...

25 de Abril - 2017

noctua - Willie Dixon, I ...

Longe dos Homens

Outubro 2017
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6
7

8
9
10
11
12
13

15
16
17
18
19
20
21

22
23
24
25
26
27
28

29
30
31


Visitas
conter12
tags

arte

cinema

david mourão-ferreira

educação

estética

eugénio de andrade

fernando pessoa

filosofia

fragmentos

leituras

literatura

livros

miguel torga

música

noctua

pintura

poesia

política

quotidiano

sophia de mello breyner andresen

todas as tags

arquivos
blogs SAPO