Domingo, 13 de Outubro de 2013

 

O comum é o nome de um pensamento ainda por vir, apelo e convocação de um novo internacionalismo, de um novo pacto ou aliança em torno do que nos é comum, seja ele um desejo ou uma aspiração ao que ainda virá, seja ele uma ameaça ou intimação que teremos de enfrentar e que teremos necessariamente de enfrentar com diferentes, com outras figuras do colectivo - com um outro pensamento da comunidade. Mas comum como um comum por vir, não poderá querer uma identidade comum, não quer dizer o idêntico, a unificação ou uma identificação com uma substância ou uma essência dada, como uma matéria ou corpo colectivo, na qual aquilo que somos ou podemos ser se encontra fundido, dissolvido, moldado, apropriado. O comum seria, antes de mais e primeiro que tudo, indício e sinal da nossa finitude comum, do facto de que podemos, com aqueles com quem não temos nada em comum, ter pelo menos isso em comum.


 A República Por Vir (pág. 17)
(coordenação Rodrigo Silva e Leonor Nazaré) 



publicado por omeuinstante às 20:30 | link do post

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Sem a música, a vida seria um erro. Nietzsche
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