Sexta-feira, 01.07.11

Falar é uma necessidade, escutar é uma arte.

 

Goethe



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Segunda-feira, 20.06.11

A linguagem, o mais perigoso dos bens.



Hölderlin



publicado por omeuinstante às 13:00 | link do post

Há sempre algo de ilimitado no desejo.

 

Simone Weil



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Sexta-feira, 17.06.11

A ignorância não é apenas um espaço em branco no mapa mental de uma pessoa. Tem contornos e coerência, e tanto quanto sei, também tem regras operacionais. Como corolário à recomendação para escrevermos sobre o que conhecemos, talvez seja útil adicionar a recomendação para nos familiarizarmos com a nossa ignorância.

 

 

Thomas Ruggles Pynchon, Jr. (Long Island, 8 de Maio de 1937) 



publicado por omeuinstante às 14:03 | link do post

Sábado, 11.06.11

Quando à tua frente se abrirem muitas estradas e não souberes a que hás-de escolher, não te metas por uma ao acaso, senta-te e espera. Respira com a mesma profundidade confiante com que respiraste no dia em que vieste ao mundo, e sem deixares que nada te distraia, espera e volta a esperar. Fica quieta, em silêncio, e ouve o teu coração. Quando ele te falar, levanta-te, e vai para onde ele te levar.

 


Susanna Tamaro



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Sexta-feira, 03.06.11

Ah, povo, povo, quanto te enganaram
sonhando os sonhos que desaprenderas!
e quanto te assustaram uns e outros,
com esses sonhos e com o medo deles!
E vós, políticos de ouro de lei ou borra,
guardai no bolso imagens de outras Franças,
ou de Germânias, Rússias, Cubas, outras Chinas,
ou de Estados unidos que não creem
que latinada hispânica mereça
mais que caudilhos com contas na Suiça (…)

Jorge de Sena – in: Não, não, não subscrevo.
Revista VISÃO Nº 950 – 19 a 25 de Maio de 2011 – Pág.60



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Quinta-feira, 02.06.11

 

Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso.


Nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro.

 

 

Clarice Lispector (1920-1977)



publicado por omeuinstante às 14:19 | link do post

Domingo, 29.05.11

A liberdade é a possibilidade do isolamento. És livre se podes afastar-te dos homens, sem que te obrigue a procurá-los a necessidade do dinheiro, ou a necessidade gregária, ou o amor, ou a glória, ou a curiosidade, que no silêncio e na solidão não podem ter alimento. Se te é impossível viver só, nasceste escravo. Podes ter todas as grandezas do espírito, todas da alma: és um escravo nobre, ou um servo inteligente: não és livre. E não está contigo a tragédia, porque a tragédia de nasceres assim não é contigo, mas do Destino para si somente. Ai de ti, porém, se a opressão da vida, ela própria, te força a seres escravo. Ai de ti, se, tendo nascido liberto, capaz de te bastares e de te separares, a penúria te força a conviveres. Essa, sim, é a tua tragédia, e a que trazes contigo. Nascer liberto é a maior grandeza do homem, o que faz o ermitão humilde superior aos reis, e aos deuses mesmo, que se bastam pela força, mas não pelo desprezo dela.

 

 

 Fernando Pessoa,  Livro do Desassossego



publicado por omeuinstante às 15:30 | link do post

Sexta-feira, 20.05.11

Quantas madrugadas tem a noite?



publicado por omeuinstante às 14:34 | link do post

Sexta-feira, 13.05.11

Nada é real nas nossas vidas senão o acaso: 

o resto é apenas consequência dele.

 

 

Paul Auster



publicado por omeuinstante às 18:26 | link do post

Quarta-feira, 04.05.11

O que toda a vida tentei ensinar foi a ler um pouco. Ler com outros. Nas minhas aulas sentávamo-nos com um texto para ler e, no final, o objectivo era ter aprendido algumas linhas de cor. Já a música é-me absolutamente indispensável. Sem ela poria termo à vida de imediato.

 

George Steiner, entrevista, in Ler, n.º 100



publicado por omeuinstante às 10:03 | link do post

Quarta-feira, 30.03.11

Na ilha por vezes habitada

Na ilha por vezes habitada do que somos, há noites,
manhãs e madrugadas em que não precisamos de
morrer.
Então sabemos tudo do que foi e será.
O mundo aparece explicado definitivamente e entra
em nós uma grande serenidade, e dizem-se as
palavras que a significam.
Levantamos um punhado de terra e apertamo-la nas
mãos.
Com doçura.
Aí se contém toda a verdade suportável: o contorno, a
vontade e os limites.
Podemos então dizer que somos livres, com a paz e o
sorriso de quem se reconhece e viajou à roda do
mundo infatigável, porque mordeu a alma até aos
ossos dela.
Libertemos devagar a terra onde acontecem milagres
como a água, a pedra e a raiz.
Cada um de nós é por enquanto a vida.
Isso nos baste.

José Saramago



publicado por omeuinstante às 12:44 | link do post

Segunda-feira, 28.03.11

Soseki, escritor japonês ( 1867-1916), autor de Eu sou um Gato, diz:

 

 

Desfiz-me dessa coisa insignificante

a que chamam "EU"

E tornei-me num mundo imenso.

 

Uma sabedoria simples e evidente.



publicado por omeuinstante às 18:29 | link do post

Terça-feira, 22.03.11

Por detrás da alegria e do riso, pode haver uma natureza vulgar, dura e insensível. Mas, por detrás do sofrimento, há sempre sofrimento. Ao contrário do prazer, a dor não tem máscara.

 

Oscar Wilde



publicado por omeuinstante às 15:00 | link do post

Quinta-feira, 03.03.11

Não há mais sublime sedução do que saber esperar alguém.
Compor o corpo, os objectos em sua função, sejam eles 

A boca, os olhos, ou os lábios.

 

Maria Gabriela Llansol



publicado por omeuinstante às 16:42 | link do post

Domingo, 27.02.11

Tudo na vida é difícil, desde que a compreensão e a boa vontade não sejam utilizadas.

 

Rabelais



publicado por omeuinstante às 16:08 | link do post

Quinta-feira, 24.02.11

Espaço curto e finito

Oculta consciência de não ser,
Ou de ser num estar que me transcende,
Numa rede de presenças
E ausências,
Numa fuga para o ponto de partida:
Um perto que é tão longe,
Um longe aqui.
Uma ânsia de estar e de temer
A semente que de ser se surpreende,
As pedras que repetem as cadências
Da onda sempre nova e repetida
Que neste espaço curvo vem de ti.

José Saramago



publicado por omeuinstante às 10:00 | link do post

Terça-feira, 22.02.11

A resignação é um suicídio quotidiano.

 

Honoré de Balzac



publicado por omeuinstante às 20:12 | link do post

Sábado, 12.02.11

‎Não importa ao tempo o minuto que passa, mas o minuto que vem.

 

Machado de Assis



publicado por omeuinstante às 17:11 | link do post

Segunda-feira, 31.01.11

Há pessoas que nos fascinam pela forma como acrescentam realidade  ao mundo físico e simbólico, ao nosso mundo.

Conheci, recentemente, um trabalho sobre a obra de Miguel Torga, de Manuel Carlos Patrício Análise da Componente Geográfica na Obra de Miguel Torga. Uma espécie de topoanálise que serpenteia através de uma poética do espaço. Constrói em volta da obra torguiana uma fenomenologia do Homem e do Lugar, tendo sempre como pré-texto as recordações do passado e as suas lembranças territoriais.

Nasce, em Manuel Carlos Patrício, um filósofo-do-olhar, visível na escolha das palavras que oferece como canto de louvor ao Poeta e ao Homem que foi Miguel Torga.

 

Atrevo-me a dizer que o imita na tentativa de recuperação de uma natureza perdida. Com refere Alain Bosquet, no fundo em cada palavra, assisto ao meu nascimento.

Manuel Carlos Patrício cita Torga; e a si mesmo. E a natureza continua a produzir flores.

 

Nascemos num sítio. E ficamos pela vida fora a ver o mundo do fragão que primeiro nos serviu de mirante.

 

 

 




publicado por omeuinstante às 16:49 | link do post

Quarta-feira, 26.01.11

À medida que nos embrenhamos na literatura afastamo-nos do pólo do discurso e aproximamo-nos da fala pura (...).

A literatura é pura fala sem informação; comunica sem comunicar coisa alguma.

 

Nathalie Sarraute



publicado por omeuinstante às 11:00 | link do post

Terça-feira, 25.01.11

Há duas maneiras de espalhar a luz: ser a vela, ou o espelho que a reflecte.

 

Edith Wharton

 

 

 



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Quarta-feira, 19.01.11

O que nos chama para dentro de nós mesmos é uma vaga luz, um pavio, uma sombra incerta.

Qualquer coisa que nos muda a escala do olhar e nos torna piedosos como quem já tem fé.

 

Fiama Hasse Pais Brandão (1938-2007)



publicado por omeuinstante às 10:32 | link do post

Terça-feira, 11.01.11

Tomás da Fonseca (1877-1968) cita o príncipe Ali-Ben-Bekar, das Mil e uma Noites:

 

Neste mundo cada coisa tem um fim. Ai daquele que não o atingir em amor: só lhe resta morrer.



publicado por omeuinstante às 15:00 | link do post

Domingo, 09.01.11

A partir de hoje, se alguém me quiser encontrar, procure-me entre o riso e a paixão.

 

Natália Correia



publicado por omeuinstante às 19:00 | link do post

Por vezes a palavra representa um modo mais acertado de se calar do que o silêncio.

 

Simone de Beauvoir



publicado por omeuinstante às 16:03 | link do post

Sábado, 08.01.11

 

Texto quer dizer 'tecido'; mas enquanto até aqui esse tecido foi sempre tomado por um produto, por um véu acabado, por detrás do qual se conserva, mais ou menos escondido o sentido (a verdade), nós acentuamos agora, no tecido, a ideia generativa de que o texto se faz, se trabalha através de um entrelaçamento perpétuo; perdido nesse tecido - nessa textura - o sujeito desfaz-se, como uma aranha que se dissolve a si própria nas secreções construtivas da sua teia.


Roland Barthes, O Prazer do Texto, Lisboa, Edições 70

 

Obrigada, Olga.



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Quarta-feira, 05.01.11

A aventura não está fora do homem, está dentro.

 

George Sand, escritora francesa (1804-1876)



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Segunda-feira, 03.01.11

Carta a Eugénio de Andrade:

 

 

O melhor não são os sentimentos nobres das pessoas, mas o ácido prazer de amar seja o que for. Uma longa viagem nos une e nos separa. Nunca trocámos cartas porque essa débil força da confidência esteve sempre para nós fora de moda. Nunca deixámos que as palavras nos dessem lições. As palavras são como caminhos, umas vão dar a qualquer sítio que não nos importa conhecer; outras não servem para nada, e são as melhores.

 

Agustina Bessa-Luís



publicado por omeuinstante às 14:40 | link do post

Sexta-feira, 31.12.10

Só o amor e a arte tornam a existência tolerável.

 

W. Somerset Maugham

 

 

 




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Sem a música, a vida seria um erro. Nietzsche
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