Domingo, 2 de Fevereiro de 2014

 

1

 

estas cidades, grés animal, as garrafas de sangue nos passeios,

prenunciam devagarmente um acordar translúcido. o que

movimentam no espaço, e aos bandos

os pássaros decifram sobre o musgo e a hera,

é o mesmo ar que na traqueia queima; e o cimento,

translúcido, o mesmo que nos braços percorreu as veias,

que nos olhos foi lava, que nos brilhou na boca

dizendo:estas cidades, grés animal, um acordar sem boca.

 

António Franco Alexandre, Poemas, Assírio & Alvim, p. 97.



publicado por omeuinstante às 21:27 | link do post

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Sem a música, a vida seria um erro. Nietzsche
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