Segunda-feira, 01.10.12

O Núcleo de Filosofia e Cinema passou o filme Água (2005) da realizadora Deepa Mehta. A fita é um olhar impressionante sobre as condições de vida das viúvas hindus.

Na Índia do século passado, a tradição ditava que as mulheres viúvas, ainda que sejam crianças de oito anos, vivessem invisíveis na sociedade, sem referências familiares e sociais. Apesar disso, as mais jovens, e para assegurar a sobrevivência de todas, prostituem-se sob o olhar silencioso mas cúmplice da sociedade. No corpo e na alma destas mulheres o desespero é o pecado vivido na solidão da fé. Depois de Fogo (1996) e de Terra (1998) só a água é redentora e mediadora do exercício de esquecimento absoluto.
Do princípio ao fim, o filme coloca de forma persistente a questão do horizonte de sentido e do absurdo de existir.

Ghandi está presente em cada instante. As suas ideias abrem brechas nos costumes, desafiando a reivindicação de um pensamento autónomo relativamente à religião.
Um filme de planos belos e sensíveis. Imperdível.




 



publicado por omeuinstante às 20:36 | link do post

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Sem a música, a vida seria um erro. Nietzsche
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