Sexta-feira, 02.12.11

O poeta e romancista italiano Cesare Pavese (1908-1950) escreveu A Lua e as Fogueiras poucos meses antes de se suicidar, em Turim, num quarto de hotel.  

A narrativa gira à volta de um homem sem rosto que regressa à terra onde nasceu, revivendo o passado no presente. 

É um livro sobre as origens, sobre a busca de identidade. Simples e belo. 

 

Tantas vezes me havia imaginado encostado ao parapeito da ponte, a interrogar-me como fora possível passar tantos anos naquele buraco, naqueles caminhos, pastoreando a cabra e procurando maçãs caídas no fundo da ribeira, convencido de que o mundo terminava na curva onde a estrada descia até ao Belbo. (...)
Deste modo, durante muito tempo julguei que esta terra onde nasci fosse tudo o que havia no mundo. Agora que vi realmente o mundo e sei que é formado por tantas pequenas aldeias, não sei se em rapaz me enganava muito.

 Cesare Pavese, A Lua e as Fogueiras, Colecção Mil Folhas, pp 7-8 



publicado por omeuinstante às 10:00 | link do post

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Sem a música, a vida seria um erro. Nietzsche
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