Domingo, 10.06.12

O novo filme de David Cronenberg, Cosmopolis, dá-nos o mundo em vinte e quatro horas. A narrativa passa-se em Manhattan, local de todas as "assimetrias", dentro de uma limusine onde Packer vive num ambiente claustrofóbico.

Através do vidro do carro- alusão ao mundo virtual- assistimos à desconstrução de um homem rico, um homem profundamente desamparado e sitiado na vertigem do capitalismo contemporâneo. Um filme onde as personagens se afirmam pelo rosto e pela palavra (à semelhança da Pólis grega), impelindo-as pelo discurso até à queda final. Entretanto, nesta viagem intempestiva, somos fustigados por temas que reconhecemos presentes na sociedade contemporânea: o individualismo, a violência quotidiana, a agressividade dos grandes espaços desumanizados, o progresso científico e técnico, a sociedade de consumo, a ausência de relações afectivas sólidas, a fantasia, a náusea de existir, a morte...
Apesar do filme provocar críticas "assimétricas", gostei muito e aconselho. 



publicado por omeuinstante às 18:18 | link do post

443245.jpeg
Sem a música, a vida seria um erro. Nietzsche
links
posts recentes

Cosmopolis - O Homem do ...

Maio 2017
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6

7
8
9
10
11
12
13

14
15
16
17
18
19
20

21
23
24
25
26
27

29
30
31


Visitas
conter12
tags

arte

cinema

david mourão-ferreira

educação

estética

eugénio de andrade

fernando pessoa

filosofia

fragmentos

leituras

literatura

livros

miguel torga

música

noctua

pintura

poesia

política

quotidiano

sophia de mello breyner andresen

todas as tags

arquivos
blogs SAPO