Domingo, 07.10.12

Quem Poderá Calcular a Órbita da sua Própria Alma?

As pessoas cujo desejo é unicamente a auto-realização, nunca sabem para onde se dirigem. Não podem saber. Numa das acepções da palavra, é obviamente necessário, como o oráculo grego afirmava, conhecermo-nos a nós próprios. É a primeira realização do conhecimento. Mas reconhecer que a alma de um homem é incognoscível é a maior proeza da sabedoria. O derradeiro mistério somos nós próprios. Depois de termos pesado o Sol e medido os passos da Lua e delineado minuciosamente os sete céus, estrela a estrela, restamos ainda nós próprios. Quem poderá calcular a órbita da sua própria alma?
 

Oscar Wilde, De Profundis



publicado por omeuinstante às 19:14 | link do post

Terça-feira, 17.08.10

Censuro-me por ter permitido que uma amizade não intelectual, uma amizade cujo fim primeiro não foi a criação e contemplação das coisas belas, dominasse inteiramente a minha vida.

Oscar Wilde, De profundis, Relógio D`Agua, Tradução Maria Célia Coutinho, 2001, pp 11



publicado por omeuinstante às 22:30 | link do post

Terça-feira, 06.07.10

 

De Profundis, de Óscar Wilde (1854 - 1900). Epístola escrita na prisão ao seu amante lord Alfred Douglas.

“Posso ser perfeitamente feliz sozinho. Com liberdade, flores, livros e a lua quem não poderia ser perfeitamente feliz?”.

 

De Profundis - Poesia II, de Tomaz de Figueiredo (1902 - 1970). Poema onde a escrita é de memórias e de interrogação radical sobre o Homem, o Mundo e Deus.


Punhal de instante a instante, de hora a hora,

Do mês e ano, o do galope frio,

Cruel, do Tempo, indomável, for a

Do Querer! Arrebatada pelo Rio

 

Do tempo a última Filha… Uma Senhora

A fazer-se, e ao longe, e arredio

De seu riso e luz consoladora,

Do seu amor; de a amar; do amado lio

 

Dos seus braços de Filha, ao mandado

nocturno e infernal do lobo hirsute

que se diz Homem! Para sempre adeus

 

à menina dos olhos, que a seu lado

vê sempre, sem a ter! O crime bruto

do roubo da Alma clama a Deus. Há Deus?


De Profundis, de José Cardoso Pires (1925 - 1998 ). Narrativa desconcertante onde a anarquia das palavras e a perda de si próprio marcam o ritmo.

Hoje não será citado. Reconfiguro o pensamento.

 



publicado por omeuinstante às 21:29 | link do post

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Sem a música, a vida seria um erro. Nietzsche
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