Sexta-feira, 01.03.13

Porque a democracia resta por vir, tal é a sua essência na medida em que ela resta: não apenas ela restará indefinidamente perfectível, logo sempre insuficiente e futura mas, pertencendo ao tempo da promessa, restará sempre, em cada um dos seus tempos futuros, por vir [à venir]: mesmo quando há democracia, esta não existe nunca, não está nunca presente, permanecendo o tema de um conceito não apresentável. Será possível abrir ao "vem" de uma certa democracia que não seja mais um insulto à amizade que tentámos pensar para além do esquema homo-fraternal e falologocêntrico? Quando estaremos nós prontos para uma experiência da liberdade e da igualdade que faça a prova respeitosa desta amizade, e que seja finalmente justa, justa para além do direito, quer dizer, à medida da sua desmesura? Ó meus amigos democratas…

 

Derrida, Políticas da Amizade



publicado por omeuinstante às 00:05 | link do post

Quarta-feira, 23.02.11

Chamarás poema a uma encantação silenciosa,

à ferida áfona que de ti desejo aprender de cor.

 

Jacques Derrida, Che Cos’é la Poesia?

 



publicado por omeuinstante às 10:01 | link do post

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Sem a música, a vida seria um erro. Nietzsche
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