Domingo, 15.01.12

Freud ensinou a escavar as ruínas da nossa história pessoal, prática que como método dá acesso a nós próprios e, sabemos, desperta o recalcamento.

 

Quando Norbert Hanold encontrou o baixo-relevo, não se lembrou de que, quando era pequeno, já tinha visto os pés da amiguinha numa posição semelhante, não se lembrou de nada, embora tudo o que a escultura causou nele derivasse desse elo.

 

 

Freud, Delírio e Sonhos na Gradiva de Jensen, Gradiva, p.66



publicado por omeuinstante às 16:29 | link do post

Domingo, 31.10.10

Um público comprometido com a leitura é crítico, rebelde, inquieto, pouco manipulável e não crê em lemas que alguns fazem passar por ideias.

 

Mário Vargas Llosa



publicado por omeuinstante às 11:25 | link do post

Segunda-feira, 26.07.10

O que é um Clássico? Isto no que diz respeito aos clássicos antigos tanto quanto aos clássicos modernos.

Haverá distinção entre ler e reler uma obra?

Não, não há. Nem tem muita importância.

Só os episódios de cada vida - no espaço e no tempo - pormenorizam a distinção.

Rerrelamos.

 

1. Os clássicos são os livros de que se costuma ouvir dizer: " Estou a reler..." e nunca " Estou a ler ".

4. De um clássico toda a releitura é uma leitura de descoberta igual à primeira.

5. De um clássico toda a primeira leitura é na realidade uma releitura.

6. Um clássico é um livro que nunca acabou de dizer o que tem a dizer.

14. É um clássico o que persiste como ruído de fundo mesmo onde dominar a actualidade mais incompatível.

 

Italo Calvino, Porquê Ler os Clássicos?, Teorema (1994, pág 7, 9, 12), Tradução de José Colaço Barreiros


A única asserção verdadeira consiste em afirmar que ler os clássicos é melhor do que não ler os clássicos.



publicado por omeuinstante às 18:30 | link do post

Segunda-feira, 19.07.10

(roubado casa das artes)

Sapateiro em Cabul, Afeganistão, espera: ler é ir ao encontro de si e do outro.

Experiência universalizável; desperta a necessidade de construção de um poema narrativo sem encenações dramáticas.

Ler; sem tempo, sem espaço. Ler.

Mesmo que seja um livro do deve-haver.

Fulguração do instante.



publicado por omeuinstante às 18:30 | link do post

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Sem a música, a vida seria um erro. Nietzsche
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