Domingo, 12.06.16

 

"No ensaio de abertura de um dos seus ensaios mais famosos, "A tentação de existir", o filósofo (Cioran) lamenta que a vida moderna se tenha distanciado tanto do quietismo, da contemplação e das formas sapienciais da passividade."

 

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(fotografia de maria do céu prudêncio) 



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Domingo, 29.05.16

 

 Certo! A escola pública de qualidade é a única que garante igualdade de oportunidades.

 

 

"Os impostos que pagamos são para manter um ensino público que garanta da melhor forma possível um princípio base das democracias europeias: a igualdade de oportunidades"

 

"Essa liberdade de escolha de que tanto se fala esbarra com a vontade dos colégios privados e com profundas desigualdades sociais. O Estado teria de superar essa falha privada, abrindo as portas a serviços públicos feitos apenas para os pobres. Resultado? Teríamos de ir até outros continentes menos desenvolvidos para os encontrar. Finalmente, os rankings mostram-nos que escola privada não significa melhor qualidade. Há de tudo. Todas as democracias, sem excepção, se debatem com os mesmos problemas e os vão resolvendo à sua maneira."

"E se parássemos para pensar?"  Teresa de Sousa (29/05/2016)

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Quinta-feira, 17.12.15

 8 de Junho de 1903 - 17 de Dezembro de 1987

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E é por isso que, no fundo, não tenho por mim mesma mais do que um interesse limitado. Tenho a impressão de ser um instrumento através do qual passaram correntes, vibrações. Isto é válido para todos os meus livros e direi mesmo que para toda a minha vida. Talvez para todas as vidas; e os melhores de nós talvez não sejam, também eles, mais que cristais trespassados. Assim, a propósito dos meus amigos, vivos ou mortos, repito-me muitas vezes a frase admirável que me disseram ser de Saint-Martin, “o filósofo desconhecido” do século XVIII, tão desconhecido de mim que nunca li uma linha dele e nunca verifiquei a citação: “Há seres através dos quais Deus me amou.” Tudo vem de mais longe e vai mais longe que nós. Por outras palavras, tudo nos ultrapassa e sentimo-nos humildes e maravilhados por termos sido assim trespassados e ultrapassados.

 

Marguerite Yourcenar, De Olhos Abertos

 



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Quarta-feira, 08.10.14

 

 "A decência manda que ninguém obtenha um emprego devido a uma injustiça, ainda que não tenha culpa nenhuma. Ninguém deve ser beneficiário de um erro grosseiro:"

 

 

Aqui



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Terça-feira, 07.10.14

xiii

2
Recordar não tem conteúdo vivencial.

(...)
      


Seria possível pensar a seguinte situação:uma pessoa recorda-se, pela primeira vez na 

  sua vida, duma casa e diz "Agora já sei o que é recordar, o que é que recordar me faz".

  -  "Como é que ela sabe que este sentimento é"recordar"? Compara: "agora já sei o que é

  ser-se picado (acabava de receber pela primeira vez um choque eléctrico). 

 - Sabe ela que esta sensação é recordar, por ter sido provocada pelo passado? 

  E como é que ela sabe o que é o passado? O homem aprende o conceito de passado ao recordar.

(...)

 

L. Wittgenstein, Investigações Filosóficas, F. C. Gulbenkian, p. 609



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Segunda-feira, 06.10.14

 

Antes o vôo da ave, que passa e não deixa rasto,

Que a passagem do animal, que fica lembrada no chão.

A ave passa e esquece, e assim deve ser.

O animal, onde já não está e por isso de nada serve,

Mostra que já esteve, o que não serve para nada.

 

A recordação é uma traição à Natureza,

Porque a Natureza de ontem não é Natureza.

O que foi não é nada, e lembrar é não ver.

 

Passa, ave, passa, e ensina-me a passar!

 

 Poemas Completos de Alberto Caeiro, Companhia Aguilar Editora, 1965, p. 224

Biblioteca Luso-Brasileira - Série portuguesa

 



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Terça-feira, 30.09.14

 

para te manteres vivo - todas as manhãs

arrumas a casa sacodes tapetes limpas o pó e

o mesmo fazes com a alma - puxas-lhe brilho

regas o coração e o grande feto verde-granulado

 

deixas o verão deslizar de mansinho

para o cobre luminoso do outono e

às primeiras chuvadas recomeças a escrever

como se em ti fertilizasses uma terra generosa

cansada de pousio - uma terra

necessitada de águas de sons de afectos para

intensificar o esplendor do teu firmamento

 

passa um bando de andorinhões rente à janela

sobrevoam o rosto que surge do mar - crepúsculo

donde se soltam as abelhas incompreensíveis

da memória

 

luzeiros marinhos sobre a pele - peixes

que se enforcam com a corda de noctilucos

estendida nesta mudança de estação

 

Al Berto, Horto de Incêndio, Assírio & Alvim, p. 52



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Domingo, 21.09.14

 

Excelente artigo de Isabel Lucas, no Público de hoje. Sabe bem lê-lo e partilhá-lo.

"Uma das características tradicionais do que se chamava ‘intelectual’ era abanar os conformismos e ir contra o bom senso, aquilo em que se acredita, os clichés, a mesmice." José Gil

 

 “Os intelectuais erram, já erraram muitas vezes, mas faz parte”, diz Rui Ramos. “Havia uma frase muito representativa do que era isso e que está ligada a uma característica difícil de definir, o carisma, que é integrante de um intelectual: dizia-se que era melhor errar com Sartre do que estar certo com Aron [Raymond Aron, 1905-1983, intelectual de direita, ao contrário de Sartre, autor do livro O Ópio dos Intelectuais, uma reflexão sobre o poder].” Os erros de Sartre, de Foucault, o apoio à revolução islâmica do ayatollah Khomeini, em 1979, ou o anti-semitismo de Céline são lembrados também por Pedro Mexia e António Pinho Vargas. “A ideia é errar melhor”, afirma Delfim Sardo. “Para pensar, temos de nos distanciar”, insiste Maria Filomena Molder. Estar perto do poder é não conseguir olhá-lo dessa forma. Não é impossível a relação entre pensador e poder. Mas é complicada a partir do momento em que comece a toldar o espírito crítico.” 

 

Aqui

 

 



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Domingo, 31.08.14

 

 

Somos todos prisioneiros do labirinto do Tempo. Um sufoco, que urge viver. É este o paradoxo de que se alimentam os homens. É esta a aventura humana.

 

 

A nossa situação é a de Teseu caminhando às escuras num labirinto a que o fio de nenhum amor conduzirá ao lugar vazio de um Minotauro inexistente. O apocalipse não nos vem do exterior. Somos nós quem o transporta.

 

Eduardo Lourenço, O Espelho Imaginário



publicado por omeuinstante às 16:47 | link do post

Sexta-feira, 22.08.14

 

O Universo é feito essencialmente de coisa nenhuma.
Intervalos, distâncias, buracos, porosidade etérea.
Espaço vazio, em suma.
O resto, é a matéria.
Daí, que este arrepio,
este chamá-lo e tê-lo, erguê-lo e defrontá-lo,
esta fresta de nada aberta no vazio,
deve ser um intervalo.

António Gedeão



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Sábado, 19.07.14

 

Não o prazer, não a glória, não o poder: a liberdade, unicamente a liberdade.

 

Fernando Pessoa, Livro do Desassossego.



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Segunda-feira, 11.11.13

 

As cidades mencionadas por Marco Polo a Kublai Khan têm todas nomes de mulher. Por culpa dos espelhos, parei em Valdrada, cidade edificada nas margens de um largo lago. Uma viagem sem acessórios, porque, aqui, e em todas as cidades descritas por Italo Calvino, o viajante necessita apenas de si mesmo. Cidade sem lugar nem tempo, mas onde a universalidade da linguagem (poética) transporta a humanidade toda. 
Requisito único: na imaginação, a liberdade...


Um livro mágico. Não me canso de o ler.

 

III


 As cidades e os olhos. 1.

 

Os antigos construíram Valdrada nas margens de um lago com casas todas varandas umas por cima das outras e ruas altas que fazem assomar à água os parapeitos em balustre. Assim o viajante ao chegar vê duas cidades: uma direita sobre o lago e uma reflectida de pernas para o ar. Não existe nem acontece coisa numa Valdrada que a outra Valdrada não repita, porque a cidade foi construída de modo a que todos os seus pontos fossem reflectidos pelo seu espelho, e a Valdrada na água contém não só todas as estrias e os remates das fachadas que se elevam por cima do lago mas também o interior das casas com os tectos e pavimentos, a perspectiva dos corredores, os espelhos dos armários.

  Os habitantes de Valdrada sabem que todos os seus actos são ao mesmo tempo esse acto e a sua imagem especular, a que pertence a especial dignidade das imagens, e esta sua consciência proíbe-os de se abandonarem por um só instante ao acaso e ao esquecimento.
(...) 


 

 (A capa desta edição da Teorema -  reprodução do quadro de  Bruegel, A Torre de Babel)



publicado por omeuinstante às 23:19 | link do post

Sexta-feira, 18.10.13

 

Há palavras que requerem uma pausa e silêncio.

 

Herberto Helder, Poesia Toda, Assírio & Alvim, pág. 285



publicado por omeuinstante às 21:47 | link do post

Domingo, 13.10.13

 

O comum é o nome de um pensamento ainda por vir, apelo e convocação de um novo internacionalismo, de um novo pacto ou aliança em torno do que nos é comum, seja ele um desejo ou uma aspiração ao que ainda virá, seja ele uma ameaça ou intimação que teremos de enfrentar e que teremos necessariamente de enfrentar com diferentes, com outras figuras do colectivo - com um outro pensamento da comunidade. Mas comum como um comum por vir, não poderá querer uma identidade comum, não quer dizer o idêntico, a unificação ou uma identificação com uma substância ou uma essência dada, como uma matéria ou corpo colectivo, na qual aquilo que somos ou podemos ser se encontra fundido, dissolvido, moldado, apropriado. O comum seria, antes de mais e primeiro que tudo, indício e sinal da nossa finitude comum, do facto de que podemos, com aqueles com quem não temos nada em comum, ter pelo menos isso em comum.


 A República Por Vir (pág. 17)
(coordenação Rodrigo Silva e Leonor Nazaré) 



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Domingo, 29.09.13

 

Há metáforas que são mais reais do que a gente que anda na rua.


Bernardo Soares, Livro do Desassossego 




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Quinta-feira, 27.06.13


Com uma extraordinária riqueza de meios empregues o número de estúpidos activos é grande. A variedade de formas que a estupidez mostra, o requinte e a complexidade que consegue, torna-a fascinante e inesgotável. Floresce de inspiração a estreiteza mental, proporcionando crescimento demográfico seguro e estável.
A Asserção Estúpida em Geral é a ferramenta ideal para a sistematização do estreitamento mental. A Asserção Estúpida em Geral tem como ponto de contacto com o todo, o comum de todas as coisas: uma dupla característica, o dualismo.
Qualquer frase cujo conteúdo ou modo de expressão prime por expressar a estupidez do seu autor e, por outro, contribuir para estreitar a mente de quem as leve a sério.
Como complemento e para uma sistematização mais profunda, teremos que falar da Estupidez Implícita, de aspecto mais subterrâneo, daí a sua profundidade, que exerce a sua acção e influência no entupimento da inteligência sem que o observador externo se aperceba disso directamente. Engloba todos os casos em que a estupidez não se revela francamente mas está implícita, quase invisível. A grande estupidez brotará na sua plenitude como resultado dum longo e ruminado processo na profundeza íntima da psique.



Aqui




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Segunda-feira, 14.05.12
Haruki Murakami é um escritor japonês e autor do livro Kafka à Beira-Mar. Este grande contador de histórias narra, neste romance, as peripécias de dois homens que procuram o destino entre dois mundos paralelos: o real e a fantasia. O próprio autor explica que os homens têm necessidade de ilusão nas suas vidas para alcançarem uma vida normal, e que a ilusão existe mesmo. Existe?

Por vezes o destino é como uma pequena tempestade de areia que não pára de mudar de direcção. Tu mudas de rumo, mas a tempestade de areia vai atrás de ti. Voltas a mudar de direcção, mas a tempestade persegue-te, seguindo no teu encalço. Isto acontece uma vez e outra e outra, como uma espécie de dança maldita com a morte ao amanhecer. Porquê? Porque esta tempestade não é uma coisa que tenha surgido do nada, sem nada que ver contigo. Esta tempestade és tu. Algo que estádentro de ti. Por isso, só te resta deixares-te levar, mergulhar na tempestade, fechando os olhos e tapando os ouvidos para não deixar entrar a areia e, passo a passo, atravessá-la de uma ponta a outra. Aqui não há lugar para o sol nem para a lua; a orientação e a noção de tempo são coisas que não fazem sentido. Existe apenas areia branca e fina, como ossos pulverizados, a rodopiar em direcção ao céu. É uma tempestade de areia assim que deves imaginar.

 (...) E não há maneira de escapar à violência da tempestade, a essa tempestade metafísica, simbólica. Não te iludas: por mais metafísica e simbólica que seja, rasgar-te-á a carne como mil navalhas de barba. O sangue de muita gente correrá, e o teu juntamente com ele. Um sangue vermelho, quente. Ficarás com as mãos cheias de sangue, do teu sangue e do sangue dos outros. 

E quando a tempestade tiver passado, mal te lembrarás de ter conseguido atravessá-la, de ter conseguido sobreviver. Nem sequer terás a certeza de a tormenta ter realmente chegado ao fim. Mas uma coisa é certa. Quando saíres da tempestade já não serás a mesma pessoa. Só assim as tempestades fazem sentido. 

Haruki Murakami, Kafka à Beira-Mar


publicado por omeuinstante às 20:09 | link do post

O tumulto interior de Hamlet é o tumulto do cidadão comum hoje. Todo o Príncipe -cada um de nós- encerra em si mesmo a crueza e a grandeza da sua época, e o abismo do Reino da Dinamarca é o abismo da Velha Europa. Reinos inquietos, como o Tempo. Como a leitura.

 

Ípsilon, sexta-feira, 11 de Maio de 2012.
 



publicado por omeuinstante às 11:46 | link do post

Não procures uma multidão sincera

porque tal não existe.
Quando numerosos, os homens, os animais,

as plantas, as pedras e até as máquinas

perdem a higiene do raciocínio individual;

e, se abrem a janela que dá para o jardim,

é para cuspir, nunca para te dizer adeus.

Gonçalo M. Tavares, Uma Viagem à Índia, Caminho, pp 84-85 



publicado por omeuinstante às 09:00 | link do post

Domingo, 13.05.12

O vocabulário do amor é restrito e repetitivo, porque a sua melhor expressão é o silêncio. Mas é deste silêncio que nasce todo o vocabulário do mundo.


Vergílio Ferreira

 



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Terça-feira, 17.04.12

A vida?

Gotas de luar 


Gotas caídas 


De gerânios a abanar.

 

 



K. Dogen, líder espiritual budista japonês.



publicado por omeuinstante às 09:23 | link do post

Sexta-feira, 06.04.12

As coisas são como são. A vida, um fluxo permanente. Sem captação.

Daí, hoje, concordar com Philip Roth, não há ninguém menos passível de ser salvo do que um sujeito bem destroçado.


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Quarta-feira, 21.03.12

Não me prendo a nada que me defina. Sou companhia, mas posso ser solidão; tranquilidade e inconstância; pedra e coração. Sou abraços, sorrisos, ânimo, bom humor, sarcasmo, preguiça e sono. Música alta e silêncio. Serei o que você quiser, mas só quando eu quiser. Não me limito, não sou cruel comigo! Serei sempre apego pelo que vale a pena e desapego pelo que não quer valer...
Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato. Ou toca, ou não toca.

 

Clarice Lispector



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Segunda-feira, 05.03.12

Sobre o paradoxo do elemento religioso no mundo contemporâneo:


(...) O homem a-religioso no estado puro é um fenómeno muito raro, mesmo na mais dessacralizada das sociedades modernas. A maioria dos "sem-religião" ainda se comporta religiosamente, se bem que não esteja consciente deste facto.

Mircea Eliade, O Sagrado e o Profano 



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Quinta-feira, 01.03.12

A realidade é concebida ao mesmo tempo que o olhar.

Goethe



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Nos nossos dias, arte
radical significa arte sombria,
negra como a cor fundamental
Theodor W. Adorno

 

 

 



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Terça-feira, 28.02.12

A poesia como atitude de religação essencial.

 

Sim, a poesia pode salvar o homem.

 Czeslaw Milosw, O livro dos Saberes, p. 283



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Sábado, 25.02.12

o meu maior desejo
sempre foi
o de aumentar a noite
para a conseguir
encher de sonhos

Virgínia Woolf



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Terça-feira, 14.02.12

O filósofo espanhol Ortega y Gasset (1883-1955) escreveu, sem fingimento, que o Homem é um equilíbrio instável.

Sou uma parte de tudo aquilo que encontrei.




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Segunda-feira, 13.02.12

Bernardo Soares, Livro do Desassossego:

Não vejo, sem pensar.



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Sem a música, a vida seria um erro. Nietzsche
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