Quarta-feira, 12.12.12

Terminada a leitura, e olhando de novo a multidão, reparto um trecho; para aqueles que querem existir.

O homem é corda estendida entre o animal e o Super-homem: uma corda sobre um abismo; perigosa travessia, perigoso caminhar; perigoso olhar para trás, perigoso tremer e parar. O que é de grande valor no homem é ele ser uma ponte e não um fim; o que se pode amar no homem é ele ser uma passagem e um acabamento. Eu só amo aqueles que sabem viver como que se extinguindo, porque são esses que atravessam de um lado para um outro lado. (...)
Amo o que faz da sua virtude a sua tendência e o seu destino, pois assim, por sua virtude, quererá viver ainda e não viver mais. Amo o que não quer ter demasiadas virtudes. Uma virtude é mais virtude do que duas, porque é mais um nó a que se ata o destino.

Nietzsche, Assim Falava Zaratustra 



publicado por omeuinstante às 01:32 | link do post

Sábado, 07.07.12

Conta-se, a derradeira homenagem de Nietzsche à ficção de Dostoiévski passa pela experiência que o filósofo viveu em Turim, no ano de 1889. Nietzsche viu um cavalo ser brutalmente espancado pelo dono, e em socorro do animal, abraçou-o num choro convulsivo. Este episódio é lembrado no prólogo do filme O Cavalo de Turim, do húngaro Béla Tarr, onde confirmamos o passado como prólogo da vida; em qualquer vida.
 




publicado por omeuinstante às 15:15 | link do post

Quarta-feira, 15.02.12

A palavra é a superfície do mar agitado que conflitua nas profundezas.

Nietzsche



publicado por omeuinstante às 16:38 | link do post

Sábado, 05.11.11

A vida é um caminho aberto. A vontade, paixão, criação e alguma loucura, são meios de construção. Lembrei-me de Nietzsche.

 



publicado por omeuinstante às 17:50 | link do post

Terça-feira, 06.09.11

Tudo o que é profundo ama a máscara.

 

Nietzsche



publicado por omeuinstante às 17:26 | link do post

Sexta-feira, 12.08.11

Cada um é o ser mais distante de si próprio.

 

Nietzsche



publicado por omeuinstante às 12:30 | link do post

Segunda-feira, 06.06.11

Temos a arte para não morrer da verdade.

Nietzsche



publicado por omeuinstante às 10:00 | link do post

Domingo, 10.04.11

Creio que aqueles que mais entendem de felicidade são as borboletas e as bolhas de sabão.

 

Nietzsche



publicado por omeuinstante às 22:58 | link do post

Sexta-feira, 18.03.11

Já o dissemos, várias vezes, o Homem não se define apenas pela sua racionalidade. Continuamente, procuramos a terra funda dos mitos, remitologizamos o seu sentido para nos adaptarmos ao mundo. Necessidade de uma metafísica inconsciente e sonhadora.

Da leitura de hoje sobrou esta passagem da obra, O Nascimento da Tragédia, de Nietzsche

 

E, espartilhado por todos os restos do passado, este homem desprovido de mitos permanece eternamente esfomeado, escavando sempre à procura de raízes, nem que para as encontrar tenha de as desenterrar nas mais remotas Antiguidades.

 

 

 

 

 



publicado por omeuinstante às 15:51 | link do post

Terça-feira, 22.02.11

Com ajuda da moralidade do costume e da camisa-de-forças social, o homem foi realmente tornado confiável

 

Nietzsche



publicado por omeuinstante às 10:00 | link do post

Sexta-feira, 04.02.11

Toda a realidade é uma construção. Continuemos, então, pela linguagem, a procurar a verdade seguindo a proclamação do filósofo alemão Nietzsche, segundo o qual, não há verdade, só interpretações.

 



publicado por omeuinstante às 10:55 | link do post

Quarta-feira, 05.01.11

As vicissitudes por que passamos não são palradoras e nem sequer poderiam comunicar-se mesmo que quiséssemos, porque lhes falta a palavra. Entramos aí no jogo das coisas para que não temos palavras Em todo o discurso há um grão de desprezo. Parece que a linguagem foi inventada só para as coisas medíocres, medianas, comunicáveis. Com a linguagem quem fala vulgariza-se já. Isto faz parte de uma ética pra surdos-mudos e demais filósofos.

 

Nietzsche, O Crepúsculo dos ídolos



publicado por omeuinstante às 17:48 | link do post

Quarta-feira, 15.12.10

Escuta-me, porque sou desta e daquela maneira. Sobretudo, não me confundas com o que não sou!

 

Nietzsche, Ecce Homo, Prefácio



publicado por omeuinstante às 12:10 | link do post

Sábado, 04.12.10

Para Nietzsche, a música é a voz sonora de um povo; é o seu último hálito.

 

A música é, de facto, não uma linguagem universal para todos os tempos, como se tem dito muitas vezes em seu louvor, mas corresponde exactamente a um período particular e ao ardor duma emoção que envolve uma cultura individual e perfeitamente definida, determinada pelo tempo e pelo espaço, como a sua mais íntima lei.



publicado por omeuinstante às 15:30 | link do post

Segunda-feira, 18.10.10

O tu é mais antigo do que o eu.

Nietzsche



publicado por omeuinstante às 18:56 | link do post

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Sem a música, a vida seria um erro. Nietzsche
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