Segunda-feira, 05.11.12

Estas letras são as aranhas inesgotáveis

do sonho. Vejo-as tecerem a teia onde entro,
e me deixo apanhar pelas leis do verso. Como
se entre mim e elas não estivessem as flores,
com as suas pétalas seguras pelo fio
que se soltou da primavera. Às vezes, queria
deixar estas páginas, e entrar pela porta
da vida; mas sei que continua fechada,
atrás de mim, enquanto não chego ao fim
do livro. Como se o fim não fosse o princípio,
e tudo recomeçasse, na teia do poema.
Nuno Júdice 


publicado por omeuinstante às 10:00 | link do post

Terça-feira, 28.08.12

Abro-te a porta do poema; e tu
espreitas para dentro da estrofe, onde
um espelho te espera.


Nuno Júdice



publicado por omeuinstante às 13:45 | link do post

Terça-feira, 15.11.11

Tu, a que eu amo nesta manhã
que trouxe a tua imagem com os ruídos
da rua, vai até à janela,
levanta as persianas do quarto, e olha
o céu como se ele fosse
um espelho. Diz-me, então,
o que vês? As nuvens que passam
pelos teus olhos? Um azul cuja
sombra te desenha o contorno
das pálpebras? A mancha rosa do nascente
que o horizonte roubou ao
teu rosto? Mas não te demores. Um espelho
não se pode olhar muito tempo e
o céu da manhã é dos que mudam com
as variações da alma. Pode ser que o céu
roube um sorriso aos teus lábios e
mo traga, para que eu o ponha neste poema,
onde te vejo, um instante, enquanto
a manhã não acaba.

Nuno Júdice



publicado por omeuinstante às 10:00 | link do post

Quinta-feira, 12.05.11

 A incerteza cai com a tarde
no limite da praia.

 

Nuno Júdice



publicado por omeuinstante às 19:00 | link do post

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Sem a música, a vida seria um erro. Nietzsche
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