Quinta-feira, 20.03.14

 

Somos nós os responsáveis pela guarda de nossos irmãos? Deveríamos ser? Ou essa função apenas atrapalharia os propósitos pelos quais estamos aqui na Terra — para produzir e consumir, segundo os economistas; para sobreviver e nos reproduzir, segundo os biólogos? Que essas duas visões pareçam tão semelhantes não é uma simples coincidência, uma vez que surgiram aproximadamente na mesma época e no mesmo lugar, em meio à Revolução Industrial inglesa. As duas adotam como princípio a ideia de que a competição é saudável.

 

Pouco tempo antes, e ligeiramente mais ao norte, na Escócia, o pensamento era outro. Adam Smith, o pai da economia, compreendia melhor do que ninguém que a luta em defesa de nossos interesses pessoais necessita ser temperada pelo sentimento de solidariedade. Ele defendeu esse ponto de vista em "A teoria dos sentimentos morais", um livro muito menos conhecido do que "A riqueza das nações". Smith iniciou seu primeiro livro com uma frase memorável:

 

Por mais egoísta que se possa admitir que seja o homem, é evidente que existem certos princípios em sua natureza que o levam a interessar-se pela sorte dos outros e fazem com que a felicidade destes lhe seja necessária, embora disso ele nada obtenha que não o prazer de a testemunhar.(...)"




Correntes



publicado por omeuinstante às 21:36 | link do post

443245.jpeg
Sem a música, a vida seria um erro. Nietzsche
links
posts recentes

O comportamento moral em ...

Maio 2017
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6

7
8
9
10
11
12
13

14
15
16
17
18
19
20

21
23
24
25
26
27

29
30
31


Visitas
conter12
tags

arte

cinema

david mourão-ferreira

educação

estética

eugénio de andrade

fernando pessoa

filosofia

fragmentos

leituras

literatura

livros

miguel torga

música

noctua

pintura

poesia

política

quotidiano

sophia de mello breyner andresen

todas as tags

arquivos
blogs SAPO