Segunda-feira, 08.05.17

Um contributo para a análise das sociedades actuais.

 

Comunicação e democracia.

 

 



publicado por omeuinstante às 21:00 | link do post

Segunda-feira, 28.12.15

Entre a transição e a reconfiguração do mundo actual, o conhecimento como método de transformação. Sobre a universalidade dos riscos. Um texto a ler!

 

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publicado por omeuinstante às 16:33 | link do post

Sexta-feira, 13.02.15

 

Sim, há um país que  não esquece. Sim, há um país que quer Humberto Delgado.

 

 Chaves, Maio de 1958. Humberto Delgado em campanha eleitoral.

 

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 Imagem encontrada em "Grupo Cidade de Chaves", FB.

(Obrigada, pai, por estares ali tão perto...) 
 



publicado por omeuinstante às 20:55 | link do post

Domingo, 25.01.15

Depois da vitória impressionante do Syriza, a esperança anda à solta. Pandora cumpriu.




publicado por omeuinstante às 23:23 | link do post

Segunda-feira, 19.05.14

 

 

- A nação é de todos. A nação tem de ser igual para todos. Se não é igual para todos, é que os dirigentes, que se chamam Estado, se tornaram quadrilha. Se não presta ouvido ao que eu penso e não me deixa pensar como quero, se não deixa liberdade aos meus actos, desde que não prejudiquem o vizinho, tornou-se cárcere. Não, os serranos, mil, cinco mil, dez mil, têm tanto direito a ser respeitados como os restantes senhores da comunidade. Era a moral de Cristo: por uma ovelha... Se os sacrificam, cometem uma acção bárbara, e eles estão no direito de se levantar por todos os meios contra tal política.

 

Aquilino Ribeiro, Quando os Lobos Uivam, 1958



publicado por omeuinstante às 14:44 | link do post

Sábado, 10.05.14

 

O que aconteceu ao sonho europeu? Tornou-se uma máquina de punir. Á medida que o funcionamento desta máquina se aperfeiçoa, instala-se a sensação de que elites que se sucedem umas às outras aproveitam cada crise para endurecer as suas políticas de austeridade e impor a sua quimera federal.

Pode ler o texto aqui

 



publicado por omeuinstante às 22:05 | link do post

Segunda-feira, 08.07.13

 

 

Será que as políticas económicas impostas pelo defesa do euro são ainda compatíveis com as práticas democráticas?

Tempos difíceis



publicado por omeuinstante às 16:20 | link do post

Sábado, 27.04.13

 

Ainda esta semana, na secretaria da escola, fui prontamente corrigida ao designar o grupo disciplinar em que lecciono: - Não professora, 410.

O fim das escolas

 

Um texto, oportuno, onde, através de um jogo de linguagem, se pensa a Escola e os seus desafios actuais.



publicado por omeuinstante às 18:01 | link do post

Terça-feira, 23.04.13

 

Ontem, no Público

 

O sistema funciona como uma série de cavernas rochosas, em que já não sabemos se estamos a ouvir o grito ou o eco. A notícia é já somente a reverberação daquilo que disse fulano sobre o que comentou sicrano acerca do desafio lançado por beltrano.
(...)

A verdadeira tragédia anda soterrada debaixo de tanto falatório. Está nas pessoas desempregadas, na dificuldade em pagar as contas, nas dívidas que se acumulam, nos negócios que vêem aproximar-se a guilhotina das falências. Pior, a verdadeira tragédia vive exacerbada por este ambiente político e mediático: esperando por um ponto de viragem, mas só encontrando no discurso público inconsequências e mais-do-mesmo, as pessoas acabam por descrer.


 Rui Tavares



publicado por omeuinstante às 11:44 | link do post

Sábado, 13.04.13

 

 

 Obras de Paula Rego deixam Casa das Histórias

 

 

 

A Companhia de teatro A Barraca fecha portas



publicado por omeuinstante às 15:36 | link do post

Segunda-feira, 08.04.13

 

 



publicado por omeuinstante às 12:14 | link do post

Sexta-feira, 29.03.13

Entrevista com Giorgio Agamben

 

 

 Aqui



publicado por omeuinstante às 12:19 | link do post

Quarta-feira, 27.03.13

Depois de uma semana fora do país, regresso a casa por volta das 21h. A RTP1 tem no ar O Fim do Silêncio, um programa de humor negro acerca das grandes narrativas do passado recente e de algum presente. Em duas horas, José Sócrates transforma-se na Palavra.

 

Com a ajuda de Kafka, permaneço em Praga e memorizo as metamorfoses múltiplas por que passa a história dos homens.



publicado por omeuinstante às 22:12 | link do post

Quarta-feira, 06.03.13

Um facto aqui, outro ali, estamos outra vez na Europa de 1945, obrigados a partir do nada, forjando uma geração de contestatários, revendo princípios e valores, estupefactos com a insolência das tríades dominantes. Por enquanto, esse sentimento de estupefacção obnubila a visão de conjunto. Sabemos que algo terá de acontecer, mas não exactamente o quê, nem quando. Até lá, por cada mercearia que falir, um banco será resgatado com o dinheiro dos nossos impostos.

Da Literatura



publicado por omeuinstante às 13:50 | link do post

Terça-feira, 19.02.13

 e cada dia que passa é demasiado tarde,

 

Esta narrativa e esta arquitectura de subalternização do estatuto dos cidadãos terá de ser contrariada no ano que agora começa. Não é tarefa fácil. Desde 2012 que os responsáveis pela austeridade, pela espiral recessiva e pelo desastre social perceberam que os cidadãos são uma maçada. Um «entrave» à governação, tal como a Constituição e a democracia. O aumento da contestação, nas suas múltiplas formas, fez regressar o povo como sujeito histórico e mostrou-lhes que era tempo de juntar algumas cenouras ao discurso do bastão dos «malandros culpados».

Sandra Monteiro 



publicado por omeuinstante às 18:11 | link do post

Terça-feira, 18.12.12

A regressão dos direitos socias não tem fim. Tendo como pretexto a crise conjuntural que atrofia os mercados, diz-se, prossegue, sem regras, o desmantelamento do sistema de segurança social, operando uma ruptura drástica nos seus princípios organizadores. Maria Clara Murteira, economista e professora da faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, refere que são desconhecidos, até ao momento, os contornos do projecto de "refundação do Estado". Certo, certo é que o rosto do projecto neoliberal revela-se; e revela-se incapaz de assegurar um destino colectivo de segurança económica e justiça social.



publicado por omeuinstante às 12:19 | link do post

Terça-feira, 27.11.12

Pela arte manifesta-se, também, a indignação com as desigualdades sociais e políticas. O quadro Guernica, pintado por Pablo Picasso, que retrata a Guerra Civil Espanhola, exemplifica significativamente a questão colocada.

Pablo Picasso foi perseguido e preso pelas tropas do general Franco. Ao prendê-lo, perguntaram a Picasso: Quem pintou guernica? e ele respondeu: Foram vocês!


E o mundo continua a pintar; desenfreadamente.

 



publicado por omeuinstante às 19:59 | link do post

Terça-feira, 20.11.12



publicado por omeuinstante às 17:36 | link do post

Terça-feira, 09.10.12

Quem acredita?

Mitigar: do latim “tornar suave, aliviar”. Logo, tornar menos penoso, reduzir as consequências. 



publicado por omeuinstante às 14:01 | link do post

Sexta-feira, 14.09.12

Qualquer homem sensato reconhece os limites do seu saber e da sua acção. Ora, o problema de Passos Coelho não reside na explicação da estratégia ao país, mas na estratégia da explicação. É indispensável para o orador conhecer o auditório sobre o qual exerce a acção. Passos Coelho demonstra não o saber, é um político afastado da vida, rodeado de gente que gosta da frescura do ar condicionado dos gabinetes. Quando assim é, o princípio da discutibilidade torna-se inoperante.



publicado por omeuinstante às 13:02 | link do post

Segunda-feira, 10.09.12

Apesar da linguagem, a comunicação de Pedro Passos Coelho anuncia mais austeridade. Um discurso que esmaga o direito dos portugueses ao presente e os reduz a abstracções numéricas.

Há muito que sabemos que o problema da fala é de ordem política e ética: falar, é falar verdade para si e para a Pólis. Outras latitudes, onde a linguagem se revela um “acontecer possibilitante”.

 

Entre os gregos tudo dependia do povo, e o povo dependia da fala.
 

Fénelon, Carta à Academia, IV.




publicado por omeuinstante às 22:03 | link do post

Domingo, 09.09.12

Não há direitos humanos sem a compreensão dos direitos dos outros, e é por estes que devemos lutar:

Porque todos os homens são naturalmente iguais; porque a pessoa humana tem uma dignidade essencial; porque os princípios éticos são anteriores às leis; porque a Justiça é, em qualidade, superior ao Direito. Porque é urgente que os Homens sejam tratados de forma igual na política e na vida social. 



publicado por omeuinstante às 20:42 | link do post

Segunda-feira, 02.07.12

 Vivemos numa sociedade a que Mumford chamou de "megamáquina". Neste tipo de sociedade, regida por princípios contrários a uma visão humanística, as funções do governo são delegadas em aglomerados imensos, uma máquina centralmente dirigida, onde, a longo curso, as pessoas passam a existir sem capacidade crítica, tornam-se fracas, passivas e anseiam por um dirigente que "saiba" o que fazer. Neste momento, em Portugal, o modelo burocrático ganha raízes nas escolas. 


Esta máquina, tal como um automóvel, funciona praticamente por si só. A pessoa que se encontra por detrás só tem que meter as mudanças, conduzir e travar, prestando atenção a alguns pequenos detalhes: aquilo que no carro ou noutra máquina representam as várias rodas, na "megamáquina" são os muitos níveis de administração burocrática. Até um indivíduo de inteligência medíocre pode facilmente dirigir um Estado, a partir do momento em que se encontre no lugar do poder. 


(Adaptado de Ter ou Ser, Erich Fromm)

 



publicado por omeuinstante às 20:15 | link do post

Quinta-feira, 28.06.12

É incomensurável a infelicidade profunda que se esconde por detrás da aparência confortante do homem moderno. Hoje o mundo é povoado por seres impotentes, paralisados na necessidade constante de iniciativa e de empreendedorismo. Quando estalar o verniz, o perigo soltar-se-á: " O desespero do autómato humano é terreno fértil para os objectivos políticos do fascismo."



publicado por omeuinstante às 23:10 | link do post

Terça-feira, 12.06.12

É impossível ler sem estremecimento esta entrevista inquietante a Christophe Dejours, psiquiatra, psicanalista e professor no Conservatoire National des Arts et Métiers, em Paris. Christophe Dejours dirige ali o Laboratório de Psicologia do Trabalho e da Acção – uma das raras equipas no mundo que estuda a relação entre trabalho e doença mental. 

O que é que mudou nas empresas? 

A organização do trabalho. Para nós, clínicos, o que mudou foram principalmente três coisas: a introdução de novos métodos de avaliação do trabalho, em particular a avaliação individual do desempenho; a introdução de técnicas ligadas à chamada “qualidade total”; e o outsourcing, que tornou o trabalho mais precário. 

A avaliação individual é uma técnica extremamente poderosa que modificou totalmente o mundo do trabalho, porque pôs em concorrência os serviços, as empresas, as sucursais – e também os indivíduos. E se estiver associada quer a prémios ou promoções, quer a ameaças em relação à manutenção do emprego, isso gera o medo. E como as pessoas estão agora a competir entre elas, o êxito dos colegas constitui uma ameaça, altera profundamente as relações no trabalho: “O que quero é que os outros não consigam fazer bem o seu trabalho.” 

Muito rapidamente, as pessoas aprendem a sonegar informação, a fazer circular boatos e, aos poucos, todos os elos que existiam até aí – a atenção aos outros, a consideração, a ajuda mútua – acabam por ser destruídos. As pessoas já não se falam, já não olham umas para as outras. E quando uma delas é vítima de uma injustiça, quando é escolhida como alvo de um assédio, ninguém se mexe…

Pode ler mais Aqui

 



publicado por omeuinstante às 12:42 | link do post

Quinta-feira, 07.06.12

Todas as coisas humanas têm dois aspectos... para dizer a verdade todo este mundo não é senão uma sombra e uma aparência; mas esta grande e interminável comédia não pode representar-se de um outro modo. Tudo na vida é tão obscuro, tão diverso, tão oposto, que não podemos nos assegurar de nenhuma verdade.


Erasmo,  Elogio da Loucura




publicado por omeuinstante às 23:25 | link do post

Para trocar ideias é preciso haver pensamento. É hora de fazer política.



publicado por omeuinstante às 16:23 | link do post

Terça-feira, 15.05.12

A política é velha e grega. Resiste, renova-se e instala-se de novo no campo da Europa. E se a realidade falhar, resta-nos sempre a teoria. 



publicado por omeuinstante às 09:00 | link do post

Domingo, 06.05.12

Nos nossos dias, tudo parece estar prenhe do seu contrário. Sendo nós uma maquinaria dotada do maravilhoso poder de reduzir e fazer frutificar o trabalho humano, contemplamos a fome e a morte por excesso de trabalho. As fontes de riqueza da moda são convertidas, por uma estranha magia, em fontes de penúria. As vitórias da arte parecem ser compradas com a perda do carácter. Na mesma medida em que a humanidade domina a natureza, parece ter sido o homem escravizado por outros homens e pela sua própria infâmia.
(...) este antagonismo  entre as forças produtivas e as relações sociais, na nossa época, é um facto palpável, esmagador, que não pode ser desmentido.

Karl Marx, The People`s Paper 
19 de Abril de 1856 



publicado por omeuinstante às 17:39 | link do post

Sábado, 28.04.12

Quanto tempo Portugal vai estar assim? Uma pergunta humanista que resulta da colocação de dilemas morais do presente. Dilemas do homem comum, não da classe dirigente. Hoje, no Público.

 

A pergunta só é crucial para alguns, não é para todos e é por isso que (...) só é uma pergunta para quem não vive bem, ou vive cada vez pior.

(...)
O resultado é um abismo psicológico cada vez maior que vai tornar Portugal numa sociedade ainda mais dual do que já era, duas partes que sentem diferente, agem diferente e vivem diferente.
Numa sociedade já muito descalçada e fragmentada, este abismo entre pessoas e grupos sociais vai coalescer os fragmentos, um para cada lado, mas não os vai aproximar.
(...)
É por isso que anda um Portugal lá fora desiludido, revoltado, deprimido, sem esperança, nem sentido, que, ou cai na mais completa anomia e submissão, ou esbraceja sem sentido contra tudo e contra todos. É a grande tragédia da política democrática é que essas pessoas estão sós, não contam com ninguém a não ser com os restos que ainda subsistem de genuina solidariedade social, e do que sobra da família, estilhaçada pela engenharia " fracturante" das últimas décadas. A elite dirigente, política e económica, sabe pouco desse sentimento de solidão, e, pior ainda, sabe cada vez menos, porque os modos de vida se separam todos os dias, entre o conforto do poder e a devastação da pobreza. O rasgão que isto está a fazer num Portugal já muito puído será muito difícil de remendar.

 

José Pacheco Pereira. Historiador.



publicado por omeuinstante às 14:49 | link do post

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Sem a música, a vida seria um erro. Nietzsche
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