Quarta-feira, 06.03.13


Quem não me deu Amor, não me deu nada.

Encontro-me parado...

Olho em redor e vejo inacabado

O meu mundo melhor.

Tanto tempo perdido...

Com que saudade o lembro e o bendigo:

Campos de flores

E silvas...

Fonte da vida fui. Medito. Ordeno.

Penso o futuro a haver.

E sigo deslumbrado o pensamento

Que se descobre.

Quem não me deu Amor, não me deu nada.

Desterrado,

Desterrado prossigo.

E sonho-me sem Pátria e sem Amigos.

Adrede.

Ruy Cinatti, O Livro do Nómada meu Amigo

 



publicado por omeuinstante às 15:17 | link do post

Quarta-feira, 07.12.11

Quando o amor morrer dentro de ti,
Caminha para o alto onde haja espaço,
E com o silêncio outrora pressentido
Molda em duas colunas os teus braços,
Relembra a confusão dos pensamentos,
E neles ateia o fogo adormecido
Que uma vez, sonho de amor, teu peito ferido
Espalhou generoso aos quatro ventos.
Aos que passarem dá-lhes o abrigo
E o nocturno calor que se debruça
Sobre as faces brilhantes de soluços.
E se ninguém vier, ergue o sudário
Que mil saudosas lágrimas velaram;
Desfralda na tua alma o inventário
Do templo onde a vida ora de bruços
A Deus e aos sonhos que gelaram.

Ruy Cinatti



publicado por omeuinstante às 17:00 | link do post

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Sem a música, a vida seria um erro. Nietzsche
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