Segunda-feira, 21.05.18

 

O Futuro é uma construção colectiva.

 

António Arnaut 
(1936-2018)



publicado por omeuinstante às 20:55 | link do post

Segunda-feira, 07.05.18

 

 

 



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Sexta-feira, 04.05.18

 

 

Um mundo sem empregos?

 

 

 

 

 



publicado por omeuinstante às 16:38 | link do post

Quinta-feira, 12.04.18

 

Que tempo é o nosso? Há quem diga que é um tempo a que falta amor. Convenhamos que é, pelo menos, um tempo em que tudo o que era nobre foi degradado, convertido em mercadoria. A obsessão do lucro foi transformando o homem num objecto com preço marcado. Estrangeiro a si próprio, surdo ao apelo do sangue, asfixiando a alma por todos os meios ao seu alcance, o que vem à tona é o mais abominável dos simulacros. Toda a arte moderna nos dá conta dessa catástrofe: o desencontro do homem com o homem. A sua grandeza reside nessa denúncia; a sua dignidade, em não pactuar com a mentira; a sua coragem, em arrancar máscaras e máscaras. (...)

 

Eugénio de Andrade, Afluentes do Silêncio



publicado por omeuinstante às 23:51 | link do post

Terça-feira, 20.03.18

 

"Só o bem pode ser profundo e radical."


Hannah Arendt



publicado por omeuinstante às 16:07 | link do post

Quarta-feira, 14.03.18

Que algumas livrarias estão a morrer é verdade, mas não são todas as livrarias, que o mercado caminha para haver ou grandes livrarias como a Fnac ou livrarias de culto como a Letra Livre é verdade, que o mundo das grandes cidades como Lisboa e Porto, dominado pelos efeitos imobiliários do boom turístico, é hostil ao mercado livreiro, tudo isto é verdade. Mas também é verdade que a edição de livros é muito má, que traduções, edições, revisões, grafismo são pouco cuidados e que os professores que iam encomendar livros à Leitura hoje não compram livros, nem na Amazon — como os estudantes não os lêem. O deserto livreiro que são as universidades estende-se à sua volta onde só os ingénuos pensam que sobrevivem livrarias, quando o que está a dar são casas de fotocópias. 

José Pacheco Pereira

 

 



publicado por omeuinstante às 23:16 | link do post

Quinta-feira, 08.03.18

O filme que aconselho hoje: Caramel.

 

 

 

 



publicado por omeuinstante às 13:00 | link do post

O meu sonho de felicidade seria não haver necessidade de poesia como género literário por ela se achar realizada na vida.

 

Natália Correia

 



publicado por omeuinstante às 12:05 | link do post

Quarta-feira, 31.01.18

 



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Terça-feira, 30.01.18

Entrevista, Adrian Currie

 

2084 - Imagine é um ciclo de conversas sobre o tempo da próxima geração. Numa parceria entre o Centro Cultural de Belém e o PÚBLICO, a realizadora Graça Castanheira ouve pessoas que, a partir das suas áreas de estudo, pensam e idealizam a nossa existência comum, procurando debater especificamente o impacto das tecnologias emergentes na vida de todos os dias.

 


https://www.publico.pt/2018/01/28/ciencia/entrevista/a-inteligencia-artificial-tem-o-potencial-para-democratizar-o-mundo-1800651#&gid=1&pid=1



publicado por omeuinstante às 15:12 | link do post

Sábado, 14.10.17



" (...) a história humana, embora velha de milénios, quando comparada às enormes tarefas que estão diante de nós, talvez tenha apenas começado. Na verdade, aqueles que não partilham a sua riqueza arriscam-se a partilhar a miséria alheia."

 

Norberto Bobbio, A Era dos Direitos



publicado por omeuinstante às 12:01 | link do post

Segunda-feira, 02.10.17


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 Agosto de 2017

 



publicado por omeuinstante às 20:10 | link do post

Domingo, 28.05.17



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Segunda-feira, 22.05.17

 

A criação artística e a obra de arte

 



publicado por omeuinstante às 20:00 | link do post

 

 

Arte com arame, açúcar, chocolate...



publicado por omeuinstante às 19:46 | link do post

Segunda-feira, 08.05.17

Um contributo para a análise das sociedades actuais.

 

Comunicação e democracia.

 

 



publicado por omeuinstante às 21:00 | link do post

Terça-feira, 25.04.17

 

No dia 10 de Junho de 1974, um grupo de quarenta e oito artistas plásticos pintou, em Lisboa, um mural que viria a desaparecer, num incêndio, em 1981. Entre os pintores, muitas caras conhecidas : Júlio Pomar, João Abel Manta, Nikias Skapinakis, Menez, Vespeira, Costa Pinheiro, etc., etc.

 

https://caminhosdamemoria.wordpress.com/2009/06/29/1974-uma-pintura-colectiva/

 

 



publicado por omeuinstante às 12:00 | link do post

Sem memória não há pensamento, sem pensamento não há ideias, e sem ideias não há futuro.

 Natália Correia

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 ( imagem - Alfredo Cunha)



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Sexta-feira, 21.04.17

 

 



publicado por omeuinstante às 22:19 | link do post

 

Um filme sobre a dimensão ética do agir e as subtilezas que radicam na construção do Homem enquanto agente moral, isto é, enquanto pessoa. A construção  é delicada: na linguagem e no silêncio. É também um encontro com Camus, Nick Cave e Warren Ellis. 

 

 



publicado por omeuinstante às 21:39 | link do post

Domingo, 26.03.17

 

É uma obra com vinte e três histórias. A primeira intitula-se “Estilo”. Um exercício sobre a forma de arrumar o vazio. O método, quando bem aplicado, ao quotidiano por exemplo, desembaraça-nos da “desordem estuporada da vida”. Portanto, crie o seu Estilo. Assente na arte da fuga, com passos, o Estilo permite-nos caminhar para o essencial: o afastamento. Quem se afasta, compreende. Aplique-o todos os dias. O segredo está na repetição. Compassos de movimento circular. Inexoravelmente.

 

“É forçoso encontrar um estilo. Seria bom colocar grandes cartazes nas ruas, fazer avisos na televisão e nos cinemas. Procure o seu estilo, se não quer dar em pantanas. (...). Consegui um estilo. Aplico-o à noite, quando acordo às quatro da madrugada. É simples: quando acordo aterrorizado, vendo as grandes sombras incompreensíveis erguerem-se no meio do quarto, quando a pequena luz se faz na ponta dos dedos (...) ...Começo a fazer o meu estilo. Admirável exercício, este. Às vezes uso o processo de esvaziar as palavras. Sabe como é? (...) Pego numa palavra fundamental: Amor, Doença, Medo, Morte, Metamorfose. Digo-a baixo vinte vezes. Já nada significa. É um modo de alcançar o estilo. (...)".

 

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publicado por omeuinstante às 19:52 | link do post

Quinta-feira, 08.12.16

 

A palavra nunca é uma aparição silenciosa. Os seus ramos são
sonoros, a sua pupila fala, a sua garganta enuncia o murmúrio das
artérias. No entanto, o silêncio é a sua clareira onde a si próprio
advém e se reconhece como o princípio de si mesma. Num espaço
novo e virgem o silêncio é a nascente antiga onde a claridade 
acaba de nascer. A égua aveludada dos primeiros nomes abre um
caminho atapetado de pálpebras e de um pólen móvel, sinal da
origem e da união futura. A palavra não encontra o centro que a
move mas, de anel em anel, aproxima-se do seu fabuloso 
horizonte, que é a mesa de argila do mundo.
.
António Ramos Rosa, in "Relâmpago de Nada", Ed. Labirinto, 2004



publicado por omeuinstante às 17:13 | link do post

Terça-feira, 06.12.16

 

No deserto
acontece a aurora.
Alguém o sabe.

 

Jorge Luis Borges

 



publicado por omeuinstante às 19:09 | link do post

Sexta-feira, 04.11.16

 

Primeiro abre-se a porta

por dentro sobre a tela imatura onde previamente

se escreveram palavras antigas: o cão, o jardim impresente,

a mãe para sempre morta.

 

Anoiteceu, apagamos a luz e, depois,

como uma foto que se guarda na carteira,

iluminam-se no quintal as flores da macieira

e, no papel de parede, agitam-se as recordações.

 

Protege-te delas, das recordações,

dos seus ócios, das suas conspirações;

usa cores morosas, tons mais-que-perfeitos:

o rosa para as lágrimas, o azul para os sonhos desfeitos.

 

Uma casa é as ruínas de uma casa,

uma coisa ameaçadora à espera de uma palavra;

desenha-a como quem embala um remorso,

com algum grau de abstracção e sem um plano rigoroso.

 

in "Como se Desenha uma Casa", de Manuel António Pina, Assírio & Alvim



publicado por omeuinstante às 21:29 | link do post

Terça-feira, 21.06.16

 

Beleza.

Em defesa do Ártico.

1.

 

luvovico-artico_7d.jpg

 

2.

 

 



publicado por omeuinstante às 20:51 | link do post

Segunda-feira, 13.06.16

 

 



publicado por omeuinstante às 20:15 | link do post

Domingo, 12.06.16

 

"No ensaio de abertura de um dos seus ensaios mais famosos, "A tentação de existir", o filósofo (Cioran) lamenta que a vida moderna se tenha distanciado tanto do quietismo, da contemplação e das formas sapienciais da passividade."

 

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(fotografia de maria do céu prudêncio) 



publicado por omeuinstante às 17:28 | link do post

Domingo, 29.05.16

 

 Certo! A escola pública de qualidade é a única que garante igualdade de oportunidades.

 

 

"Os impostos que pagamos são para manter um ensino público que garanta da melhor forma possível um princípio base das democracias europeias: a igualdade de oportunidades"

 

"Essa liberdade de escolha de que tanto se fala esbarra com a vontade dos colégios privados e com profundas desigualdades sociais. O Estado teria de superar essa falha privada, abrindo as portas a serviços públicos feitos apenas para os pobres. Resultado? Teríamos de ir até outros continentes menos desenvolvidos para os encontrar. Finalmente, os rankings mostram-nos que escola privada não significa melhor qualidade. Há de tudo. Todas as democracias, sem excepção, se debatem com os mesmos problemas e os vão resolvendo à sua maneira."

"E se parássemos para pensar?"  Teresa de Sousa (29/05/2016)

Ler



publicado por omeuinstante às 17:00 | link do post

Quinta-feira, 26.05.16

 
Sob um grande céu pardacento, muma grande planície arenosa, sem caminhos, sem verdura, sem um cardo, sem uma urtiga, encontrei alguns homens que caminhavam curvados.

Cada um deles levava às costas uma enorme Quimera, tão pesada como um saco de farinha, ou de carvão, ou como o equipamento dum soldado romano de infantaria.

Mas a fera monstruosa não era só um peso inerte; pelo contrário, envolvia e oprimia o homem com os seus músculos elásticos e poderosos: agarrava-se, com duas grandes garras, ao peito da sua montadura; e a cabeça fabulosa encimava o frontal do homem, como um daqueles horríveis capacetes com que os antigos guerreiros esperavam aumentar o pavor do inimigo.

Interroguei um desses homens, e quis saber para onde iam assim. Respondeu-me que nada sabia, nem ele, nem os outros; mas que, evidentemente, iam para qualquer parte, pois que eram impelidos por um impulso invencível de caminhar.

Charles Baudelaire, O Spleen de Paris - Pequenos Poemas em Prosa (1991, pág 21), Tradução de António Pinheiro de Guimarães, Relógio d´Água.



publicado por omeuinstante às 17:30 | link do post

 

Para além da confusão dos dias:

 

 Ah, como é bom estar entre pessoas que lêem.



publicado por omeuinstante às 15:56 | link do post

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Sem a música, a vida seria um erro. Nietzsche
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