Segunda-feira, 31 de Janeiro de 2011


publicado por omeuinstante às 21:28 | link do post

Voo

 

Entre os olhos beijar-te

Fazer de tuas pálpebras

 

asas da minha boca

 

David Mourão-Ferreira, Obra Poética, Presença, p.282



publicado por omeuinstante às 20:00 | link do post

Há pessoas que nos fascinam pela forma como acrescentam realidade  ao mundo físico e simbólico, ao nosso mundo.

Conheci, recentemente, um trabalho sobre a obra de Miguel Torga, de Manuel Carlos Patrício Análise da Componente Geográfica na Obra de Miguel Torga. Uma espécie de topoanálise que serpenteia através de uma poética do espaço. Constrói em volta da obra torguiana uma fenomenologia do Homem e do Lugar, tendo sempre como pré-texto as recordações do passado e as suas lembranças territoriais.

Nasce, em Manuel Carlos Patrício, um filósofo-do-olhar, visível na escolha das palavras que oferece como canto de louvor ao Poeta e ao Homem que foi Miguel Torga.

 

Atrevo-me a dizer que o imita na tentativa de recuperação de uma natureza perdida. Com refere Alain Bosquet, no fundo em cada palavra, assisto ao meu nascimento.

Manuel Carlos Patrício cita Torga; e a si mesmo. E a natureza continua a produzir flores.

 

Nascemos num sítio. E ficamos pela vida fora a ver o mundo do fragão que primeiro nos serviu de mirante.

 

 

 




publicado por omeuinstante às 16:49 | link do post

A sociedade é o lugar onde nasce a consciência. Não a cria mas ajuda-a a constituir-se. (…) Nenhum escândalo há, pois, em ver as diferentes concepções que, segundo os lugares e os tempos, os homens têm do dever. O que permanece invariável é a ideia de que há um dever; o que varia é o conteúdo do dever, mas quem é dotado de razão tem necessariamente o sentimento de uma ordem que se impõe à sua conduta.

 

Gabriel Madinier

 



publicado por omeuinstante às 11:00 | link do post

Domingo, 30 de Janeiro de 2011


publicado por omeuinstante às 21:00 | link do post

A história das relações entre a arte e a matemática teve um ponto de partida mais ou menos definido, mas que nunca mais acabou.

 

Michel Emmer, 2007



publicado por omeuinstante às 14:36 | link do post

Ontem, Nadir Afonso disse-me que a obra de arte é um espectáculo de exactidão.



publicado por omeuinstante às 14:26 | link do post

Sexta-feira, 28 de Janeiro de 2011


publicado por omeuinstante às 21:17 | link do post

Existem mais coisas no céu e sobre a terra, Horácio, que a sua filosofia possa imaginar.

 

Shakespeare



publicado por omeuinstante às 11:00 | link do post

Quinta-feira, 27 de Janeiro de 2011

(Obrigada, Post)



publicado por omeuinstante às 22:42 | link do post

Quarta-feira, 26 de Janeiro de 2011

Sucede aos homens como às substâncias materiais, as mais leves e menos densas ocupam sempre os lugares superiores.

 

Mariano José Pereira da Fonseca - Marquês de Maricá (político brasileiro)



publicado por omeuinstante às 17:00 | link do post

A vitória tem mil pais, mas a derrota é orfã.

 

John Kennedy (1917-1969)



publicado por omeuinstante às 13:00 | link do post

À medida que nos embrenhamos na literatura afastamo-nos do pólo do discurso e aproximamo-nos da fala pura (...).

A literatura é pura fala sem informação; comunica sem comunicar coisa alguma.

 

Nathalie Sarraute



publicado por omeuinstante às 11:00 | link do post

Terça-feira, 25 de Janeiro de 2011

Há duas maneiras de espalhar a luz: ser a vela, ou o espelho que a reflecte.

 

Edith Wharton

 

 

 



publicado por omeuinstante às 13:00 | link do post

Quando acertamos, ninguém se lembra. Quando erramos, ninguém se esquece.



publicado por omeuinstante às 11:12 | link do post

Segunda-feira, 24 de Janeiro de 2011



publicado por omeuinstante às 21:00 | link do post

(Duomo de Florença)

 

Neste mundo de injustiça globalizada, sabe bem recordar as últimas palavras do texto lido por Saramago na cerimónia de encerramento do Fórum Social Mundial 2002. Saramago conta-nos a história do camponês de Florença que no século XVI tocou, melancolicamente, o sino da igreja pela justiça, porque, dizia ele, a Justiça está morta.

 

Não tenho mais que dizer. Ou sim, apenas uma palavra para pedir um instante de silêncio. O camponês de Florença acaba de subir uma vez mais à torre da igreja, o sino vai tocar. Ouçamo-lo, por favor.





publicado por omeuinstante às 17:27 | link do post

‎Os problemas da poesia colocam questões aos mais desprotegidos sítios da existência de um homem.

 

Gonçalo M. Tavares



publicado por omeuinstante às 11:11 | link do post

Domingo, 23 de Janeiro de 2011

Moro entre o dia e o sonho.
Onde cochilam crianças, quentes da correria.
Onde velhos para a noite sentam
e lareiras iluminam e aquecem o lugar.

Moro entre o dia e o sonho.
Onde tocam claros sinos vesperais
e meninas, perdidas da confusão,
descansam à boca do poço.

E uma tília é minha árvore querida;
e todos os verões que nela se calam
movem outra vez os mil galhos,
e acordam de novo entre o dia e o sonho.

Rainer Maria Rilke



publicado por omeuinstante às 10:01 | link do post

Sábado, 22 de Janeiro de 2011

Sócrates (469-399 a. C) defendia :

 

Bem pensar para bem viver

 



publicado por omeuinstante às 16:46 | link do post

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Sem a música, a vida seria um erro. Nietzsche
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