Quarta-feira, 31 de Agosto de 2011


publicado por omeuinstante às 21:00 | link do post

O livro de Maria Filomena Molder, O Químico e o Alquimista – Benjamin, Leitor de Baudelaire, abre a porta ao universo de Walter Benjamin.

O alquimista - o crítico-  é aquele que procura compreender intimamente a verdade da obra, enquanto que o químico é o comentador, uma "espécie de analista, decompõe um texto, no qual o crítico tenta reconhecer a vida", como a própria torna claro.

A primeira parte do livro prepara o leitor para a a compreensão da segunda, onde nos confrontamos com a leitura crítica benjaminiana de Baudelaire. 

A capa do livro apresenta um pormenor de um quadro do pintor belga James Ensor (1860-1949), um belo fogo de artifício que nos remete para a persistente metáfora do fogo. 
Um livro para ser lido sem pressa.
 

 

 





publicado por omeuinstante às 17:55 | link do post

É tão fundo o silêncio entre as estrelas.
Nem o som da palavra se propaga,
nem o canto das aves milagrosas.
Mas, lá, entre as estrelas, onde somos
um astro recriado, é que se ouve
o íntimo rubor que abre as rosas.

José Saramago



publicado por omeuinstante às 11:24 | link do post

Terça-feira, 30 de Agosto de 2011


publicado por omeuinstante às 20:30 | link do post

Michel Foucault (1928-1984) um dos grandes pensadores da contemporaneidade, analisa nas suas obras conceitos como os de loucura, poder e sexualidade, sempre com um olhar crítico e num jogo entre a razão e a desrazão. Uma investigação arqueológica que coloca a verdade- esgotamento- no tempo, uma vez que esta só pode ser compreendida no devir.

 

O grande jogo da história será de quem se apoderar das regras, de quem tomar o lugar daqueles que as utilizam, de quem se disfarçar para pervertê-las, utilizá-las ao inverso e voltá-las contra aqueles que as tinham imposto.

 

Michel Foucault, A História da Loucura na Idade Clássica



publicado por omeuinstante às 13:59 | link do post

                A Música

A música p'ra mim tem seduções de oceano! 
Quantas vezes procuro navegar, 
Sobre um dorso brumoso, a vela a todo o pano, 
Minha pálida estrela a demandar! 

O peito saliente, os pulmões distendidos 
Como o rijo velame d'um navio, 
Intento desvendar os reinos escondidos 
Sob o manto da noite escuro e frio; 

Sinto vibrar em mim todas as comoções 
D'um navio que sulca o vasto mar; 
Chuvas temporais, ciclones, convulsões 

Conseguem a minh'alma acalentar. 
— Mas quando reina a paz, quando a bonança impera, 
Que desespero horrível me exaspera! 

Charles Baudelaire, As Flores do Mal



publicado por omeuinstante às 11:00 | link do post

Segunda-feira, 29 de Agosto de 2011



publicado por omeuinstante às 21:00 | link do post

Domingo, 28 de Agosto de 2011

Despe-te
Não há outro caminho.

Eugénio de Andrade

 



publicado por omeuinstante às 16:00 | link do post

Sexta-feira, 26 de Agosto de 2011



publicado por omeuinstante às 21:12 | link do post

O Homem moderno vive mergulhado na linguagem. Vive o presente em discurso e nele ganha existência. Não admira que a ciência dos signos seja um vasto campo de conhecimento, um objecto a pensar na sua essência.
Mas, dias há, tenho saudades do labirinto do pensamento mudo. Da fala viva, individual, que Saussure define como acto individual de vontade e inteligência.

Ramificações movediças da hora do dia.



publicado por omeuinstante às 15:22 | link do post

Fossem meus os tecidos bordados dos céus,
Ornamentados com luz dourada e prateada,
Os azuis e negros e pálidos tecidos
Da noite, da luz e da meia-luz,
Os estenderia sob os teus pés.
Mas eu, sendo pobre, tenho apenas os meus sonhos.
Eu estendi meus sonhos sob os teus pés
Caminha suavemente, pois caminhas sobre meus sonhos.

William Butler Yeats



publicado por omeuinstante às 13:00 | link do post

A única verdade é que vivo.
Sinceramente, eu vivo.
Quem sou?
Bem, isso já é demais....

 


Clarice Lispector 



publicado por omeuinstante às 10:05 | link do post

Quinta-feira, 25 de Agosto de 2011


publicado por omeuinstante às 21:00 | link do post

Berthe Morisot (1841-1895) é uma figura importante do movimento impressionista francês, como podemos inferir das palavras de Pissaro: mulher de extraordinário talento, que honrou o nosso grupo impressionista.

 

 Mulher ao espelho



publicado por omeuinstante às 16:48 | link do post

A Manhã é de todos-
A Noite - a alguns dada -
Para os poucos do império -
A Luz da Madrugada.

Emily Dickinson



publicado por omeuinstante às 10:00 | link do post

Quarta-feira, 24 de Agosto de 2011

Sim, sei bem
Que nunca serei alguém.
Sei de sobra
Que nunca terei uma obra.
Sei, enfim,
Que nunca saberei de mim.
Sim, mas agora,
Enquanto dura esta hora,
Este luar, estes ramos,
Esta paz em que estamos,
Deixem-me me crer
O que nunca poderei ser.

 Ricardo Reis 



publicado por omeuinstante às 10:04 | link do post

Terça-feira, 23 de Agosto de 2011
Teus olhos são a pátria do relâmpago e da lágrima, 
silêncio que fala, 
tempestades sem vento, mar sem ondas, 
pássaros presos, douradas feras adormecidas, 
topázios ímpios como a verdade, 
outono numa clareira de bosque onde a luz canta no ombro 
duma árvore e são pássaros todas as folhas, 
praia que a manhã encontra constelada de olhos, 
cesta de frutos de fogo, 
mentira que alimenta, 
espelhos deste mundo, portas do além, 
pulsação tranquila do mar ao meio-dia, 
universo que estremece, 
paisagem solitária.

Octavio Paz

 



publicado por omeuinstante às 10:00 | link do post

Segunda-feira, 22 de Agosto de 2011

Desenhar é a integridade da arte. Não há possibilidade de trapacear. Ou é bom ou é ruim.

 

Salvador Dali



publicado por omeuinstante às 20:24 | link do post

Eu faço versos como quem chora
De desalento... de desencanto...
Fecha o meu livro, se por agora
Não tens motivo nenhum de pranto.

Meu verso é sangue. Volúpia ardente...
Tristeza esparsa... remorso vão...
Dói-me nas veias. Amargo e quente,
Cai, gota a gota, do coração.

E nestes versos de angústia rouca
Assim dos lábios a vida corre,
Deixando um acre sabor na boca.

- Eu faço versos como quem morre.

Manuel Bandeira 



publicado por omeuinstante às 10:18 | link do post

Domingo, 21 de Agosto de 2011

Conheço o sal da tua pele seca
depois que o estio se volveu inverno
da carne repousando em suor nocturno.
(...)


Jorge de Sena 



publicado por omeuinstante às 17:00 | link do post

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Sem a música, a vida seria um erro. Nietzsche
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