Sexta-feira, 20 de Janeiro de 2012

Porque o Homem faz-se Tempo, na memória dos dias:

Os dias talvez sejam iguais para um relógio mas não para um homem.

 Marcel Proust





publicado por omeuinstante às 13:00 | link do post

Quinta-feira, 19 de Janeiro de 2012

Kant considera que o homem tem a oportunidade de ser feliz quando aproxima o seu querer do dever. Assim nasce, para o filósofo de Königsberg, o homem como criador, uma vez que no mundo da liberdade o homem é o criador das próprias leis. Enquanto releio Oscar Wilde, De Profundis, sinto que o arco do pensamento os une através desta passagem: ser inteiramente livre e ao mesmo tempo inteiramente dominado pela lei, é o eterno paradoxo da vida humana de que nos apercebemos a todo o momento.



publicado por omeuinstante às 22:47 | link do post

Quarta-feira, 18 de Janeiro de 2012

Deixem passar...


Havia sentinelas a guardar
A fronteira do sonho proibido.
Mas ergui, atrevido,
A voz de sonhador,
E passei
Como um rei,
Sem dar mostras do íntimo terror.

E cá vou a passar,
aterrado e sozinho,
A lembrar
O santo-e-senha com que abri caminho...

Miguel Torga, 1973



publicado por omeuinstante às 10:07 | link do post

Terça-feira, 17 de Janeiro de 2012

‎Ninguém ignora que a poesia é uma solidão espantosa, uma maldição de nascença, uma doença da alma.

 

Jean Cocteau



publicado por omeuinstante às 13:00 | link do post

Sócrates foi um dos primeiros filósofos a introduzir a questão das condicionantes da acção humana. Na sua opinião, o corpo impede-nos de praticar a verdade; de sermos agentes livres.

No Fédon, Sócrates-Platão, diz: enquanto possuirmos um corpo e a nossa alma estiver reunida a este mau companheiro jamais possuiremos o objecto dos nossos desejos, que afirmamos ser verdade.

Deste ponto de vista, as emoções e as paixões são consideradas condicionantes da acção humana.

 

 



publicado por omeuinstante às 10:00 | link do post

Segunda-feira, 16 de Janeiro de 2012


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publicado por omeuinstante às 21:37 | link do post

Uma forma inovadora de gerir a crise... crises.
Aqui. 



publicado por omeuinstante às 21:26 | link do post

O que vamos sabendo do Universo. A cores.

 

http://www.publico.pt/Ciências/branca-como-a-neve-os-astronomos-identificaram-a-cor-da-via-lactea-1528794

 

 

 






publicado por omeuinstante às 10:33 | link do post

Folheando Homens Domésticos-Homens Selvagens, relembro que não há bom futuro sem inquietação no presente.
O autor da obra, Serge Moscovici, cita John Milton na página 38:

Não conhecer pormenorizadamente as coisas afastadas de nós
obscuras e subtis, mas conhecer

O que se encontra à nossa frente na

vida quotidiana,

É a sabedoria primordial; tudo o mais

é fumo.
ou vacuidade, ou tola impertinência,
E deixa-nos, nas coisas que mais nos

pertencem,
sem prática, sem preparação e sempre procurando.

 



publicado por omeuinstante às 10:00 | link do post

Domingo, 15 de Janeiro de 2012


publicado por omeuinstante às 19:57 | link do post

Freud ensinou a escavar as ruínas da nossa história pessoal, prática que como método dá acesso a nós próprios e, sabemos, desperta o recalcamento.

 

Quando Norbert Hanold encontrou o baixo-relevo, não se lembrou de que, quando era pequeno, já tinha visto os pés da amiguinha numa posição semelhante, não se lembrou de nada, embora tudo o que a escultura causou nele derivasse desse elo.

 

 

Freud, Delírio e Sonhos na Gradiva de Jensen, Gradiva, p.66



publicado por omeuinstante às 16:29 | link do post

Ninguém ouve a canção, mas o ribeiro canta!
Canta, porque um alegre deus o acompanha!
Quantos mais tombos, mais a voz levanta!
Canta, porque vem limpo da montanha!

Espelho do céu, é quanto mais partido
Que mais imagens tem da grande altura.
E quebra-se a cantar, enternecido
De regar a paisagem de frescura.

Água impoluta da nascente,
És a pura poesia
Que se dá de presente
Às arestas da humana penedia..."

Miguel Torga, Odes.



publicado por omeuinstante às 10:04 | link do post

Sábado, 14 de Janeiro de 2012


publicado por omeuinstante às 17:09 | link do post

Sexta-feira, 13 de Janeiro de 2012

Estirado na areia, a olhar o azul,
ainda me treme o parvalhão do corpo,
do que houve que fazer para ganhar o nosso,
do que houve que esburgar para limpar o osso,
do que houve que descer para alcançar o céu,
já não digo esse de Vossa Reverência,
mas este onde estou, de azul e areia,
para onde, aos milhares, nos abalançamos,
como quem, às pressas, o corpo semeia.


Alexandre O´Neill, Poesias Completas



publicado por omeuinstante às 10:00 | link do post

Quinta-feira, 12 de Janeiro de 2012
Da simplicidade bela


publicado por omeuinstante às 12:15 | link do post

‎De que são feitos os dias?

- De pequenos desejos,
vagarosas saudades,
silenciosas lembranças.

Cecilia Meireles



publicado por omeuinstante às 10:00 | link do post

Quarta-feira, 11 de Janeiro de 2012


publicado por omeuinstante às 20:00 | link do post

A Gradiva de Jensen é um romance do escritor alemão Wilhem Jensen, publicado em 1903. É uma obra de leitura obrigatória tendo em conta a influência que exerceu na cultura europeia, em particular no movimento surrealista.

O romance narra as aventuras de um jovem arqueólogo alemão Norbert Hanold, obcecado pela imagem da jovem esculpida no baixo-relevo descrita no post anterior. Tendo o sonho como meio, Hanold desperta em Pompeia, cidade soterrada pela erupção do Vesúvio, no ano 79 d.C. De forma não linear, percebe-se que Gradiva- a mulher de mármore, dá lugar a Zoe-nome que significa vida-, um amor de infância.
Freud encontra neste romance terreno fértil para escavar e construir os caminhos que o tornaram conhecido, o delírioa fantasiao sonho e o despertar do erotismo adormecido- os processos de recalcamento. E assim, em 1907, Freud publica Delírios e Sonhos na Gradiva de Jensen, texto pioneiro no campo da interpretação psicanalítica da literatura. 



publicado por omeuinstante às 15:37 | link do post

A leitura do livro de Freud, Delírio e Sonhos na Gradiva de Jensen-publicação da Gradiva-, mais o fascínio que sinto pela etimologia das palavras, preencheram os últimos dias em pesquisas sobre o significado do termo Gradiva. Recuperando o sentido primeiro,  em latim,  significa aquela que avança.
Logo nas primeiras voltas, somos transportados para o museu Chiaromonti, no Vaticano, onde podemos contemplar um belo pedaço das Aglaurides - A Gradiva- baixo relevo do século II, representando uma jovem que levanta as vestes enquanto dança. Ainda na recuperação do sentido primordial do termo, encontramos a figura do deus romano Marte, Mars Gradivus- Marte que avança.

 



publicado por omeuinstante às 14:27 | link do post

Com a mão recolho este vazio,
imponderável noite, constelações fulgentes,
um coro mais calado que o silêncio,
um rumor de lua, algo secreto, um triângulo,
um trapézio de giz.
É a noite oceânica, a solidão murmuradora,
portas abertas a medo, asas,
a vasta povoação sem existência
palpitando, transbordando os nomes do estuário.

Noite, nome do mar, pátria, cacho, rosa!

Pablo Neruda


publicado por omeuinstante às 13:56 | link do post

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Sem a música, a vida seria um erro. Nietzsche
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