Sexta-feira, 29 de Junho de 2012

Van Gogh inventou o amarelo quando queria pintar e já não havia sol.

 
Jean-Luc Godard

 


 Campo de trigo e ceifeiro - Van Gogh



publicado por omeuinstante às 20:10 | link do post

Quinta-feira, 28 de Junho de 2012

É incomensurável a infelicidade profunda que se esconde por detrás da aparência confortante do homem moderno. Hoje o mundo é povoado por seres impotentes, paralisados na necessidade constante de iniciativa e de empreendedorismo. Quando estalar o verniz, o perigo soltar-se-á: " O desespero do autómato humano é terreno fértil para os objectivos políticos do fascismo."



publicado por omeuinstante às 23:10 | link do post



publicado por omeuinstante às 14:28 | link do post

Novos estudos sobre o racismo dizem que no cérebro há um conflito entre ter atitudes racistas e ser-se neutro. Será?

Pode ler mais Aqui.



publicado por omeuinstante às 13:19 | link do post

Terça-feira, 26 de Junho de 2012

Hoje o dia foi de pegadas impressas sob o rumor do sol. Um dia luminosamente claro, perfeito para folhear Sophia, junto ao mar, e reter vagarosas saudades. 

Aqui me sentei quieta
Com as mãos sobre os joelhos
Quieta muda secreta
Passiva como os espelhos
Musa ensina-me o canto

Imanente e latente
Eu quero ouvir devagar

O teu súbito falar
que me foge de repente.

Sophia de Mello Breyner Andresen, Obra Poética III, Caminho, pág. 168

 



publicado por omeuinstante às 21:33 | link do post

Segunda-feira, 25 de Junho de 2012


publicado por omeuinstante às 21:01 | link do post

Domingo, 24 de Junho de 2012

Reverberações de um Domingo quase verão: é urgente proteger o exercício da profissão docente. 



publicado por omeuinstante às 18:10 | link do post

Sábado, 23 de Junho de 2012

... as memórias procriam como se fossem pessoas vivas.

Agustina Bessa-Luís



publicado por omeuinstante às 11:00 | link do post

Sexta-feira, 22 de Junho de 2012



publicado por omeuinstante às 21:05 | link do post

O homem parte sempre da sua circunstancialidade para configurar a realidade. Mergulhando nela, constrói significações que traduzem uma visão do mundo e da vida. A arte é espelho desta condição, mas acrescenta-lhe realidade, o que é fascinante. Pela arte, nasce uma nova consciência e a realidade ganha um sentido profundamente humano. Pela arte, conciliamo-nos com o mundo.



publicado por omeuinstante às 11:39 | link do post

Quarta-feira, 20 de Junho de 2012

Na frente ocidental nada de novo.

O povo

Continua a resistir.

Sem ninguém que lhe valha,

Geme e trabalha

Até cair.

 

Miguel Torga

 


 Eduardo Gageiro, fotógrafo português


publicado por omeuinstante às 23:20 | link do post

Especulação financeira? A culpa é das tulipas.

Aqui. 



publicado por omeuinstante às 23:00 | link do post

Terça-feira, 19 de Junho de 2012

Lou Andreas-Salomé (1861-1937): Ouse, ouse...ouse tudo!




publicado por omeuinstante às 16:36 | link do post

Segunda-feira, 18 de Junho de 2012

Apontamento gnómico de um dia lusco-fusco: o preço da verdade é elevado.



publicado por omeuinstante às 22:01 | link do post

Quem escreve quer morrer, quer renascer 

 num ébrio barco de calma confiança. 

 Quem escreve quer dormir em ombros matinais 

 e na boca das coisas ser lágrima animal 

 ou o sorriso da árvore. Quem escreve 

 quer ser terra sobre terra, solidão 

 adorada, resplandecente, odor de morte 

 e o rumor do sol, a sede da serpente, 

 o sopro sobre o muro, as pedras sem caminho, 

 o negro meio-dia sobre os olhos. 

 

 António Ramos Rosa, Acordes

 




publicado por omeuinstante às 09:03 | link do post

Domingo, 17 de Junho de 2012

Na sua crónica de Domingo, Frei Bento Domingues diz-nos que há escritores que procuram no silêncio a profundidade da existência. Destaca Etty Hillesum, uma judia holandesa, morta em Auschewitz aos vinte e oito anos. Frei Bento Domingues transcreve, no Público, fragmentos do seu Diário (1941-1943); fragmentos que dão conta da resistência à humilhação que os nazis procuravam impor aos judeus

(...) Podem tornar-nos as coisas algo complicadas, podem roubar-nos alguns bens materiais, alguma aparente liberdade de movimento, mas somos nós que cometemos o maior roubo a nós próprios.(...) Bem podemos, às vezes, sentirmo-nos tristes e abatidos por causa daquilo que nos fazem, isso é humano e compreensível. Porém, o maior roubo que nos é feito somos nós mesmos que o fazemos. Eu acho a vida bela e sinto-me livre.






publicado por omeuinstante às 19:00 | link do post

Quinta-feira, 14 de Junho de 2012


publicado por omeuinstante às 21:41 | link do post

Quarta-feira, 13 de Junho de 2012

Porque há 124 anos nascia Pessoa

Depus a máscara, e tornei a pô-la.

Assim é melhor.
Sem a máscara.
E volto à personalidade como a um terminus da linha...

Álvaro de Campos 



publicado por omeuinstante às 21:56 | link do post

Terça-feira, 12 de Junho de 2012

Se as coisas são estilhaços

Do saber do universo,

Seja eu os meus pedaços,

Impreciso e disperso
 

Fernando Pessoa



publicado por omeuinstante às 23:15 | link do post

É impossível ler sem estremecimento esta entrevista inquietante a Christophe Dejours, psiquiatra, psicanalista e professor no Conservatoire National des Arts et Métiers, em Paris. Christophe Dejours dirige ali o Laboratório de Psicologia do Trabalho e da Acção – uma das raras equipas no mundo que estuda a relação entre trabalho e doença mental. 

O que é que mudou nas empresas? 

A organização do trabalho. Para nós, clínicos, o que mudou foram principalmente três coisas: a introdução de novos métodos de avaliação do trabalho, em particular a avaliação individual do desempenho; a introdução de técnicas ligadas à chamada “qualidade total”; e o outsourcing, que tornou o trabalho mais precário. 

A avaliação individual é uma técnica extremamente poderosa que modificou totalmente o mundo do trabalho, porque pôs em concorrência os serviços, as empresas, as sucursais – e também os indivíduos. E se estiver associada quer a prémios ou promoções, quer a ameaças em relação à manutenção do emprego, isso gera o medo. E como as pessoas estão agora a competir entre elas, o êxito dos colegas constitui uma ameaça, altera profundamente as relações no trabalho: “O que quero é que os outros não consigam fazer bem o seu trabalho.” 

Muito rapidamente, as pessoas aprendem a sonegar informação, a fazer circular boatos e, aos poucos, todos os elos que existiam até aí – a atenção aos outros, a consideração, a ajuda mútua – acabam por ser destruídos. As pessoas já não se falam, já não olham umas para as outras. E quando uma delas é vítima de uma injustiça, quando é escolhida como alvo de um assédio, ninguém se mexe…

Pode ler mais Aqui

 



publicado por omeuinstante às 12:42 | link do post

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Sem a música, a vida seria um erro. Nietzsche
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