Quarta-feira, 14 de Dezembro de 2011

Porque o bosque é tranquilo,

(como se tivesse sido organizado por 

um poeta chinês antigo.) Ramos castanhos

recebem o vento incolor com a alegria

da tela que recebe as mais intensas tintas.

Vento tão lento que parece um provérbio natural. Os instantes existem, 

mas parecem recuperáveis. Nem o tempo se perde, ali,

onde nenhum ruído da cidade entra.

 

Gonçalo M. Tavares, Uma Viagem à Índia, Caminho, p.386



publicado por omeuinstante às 18:01 | link do post

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Sem a música, a vida seria um erro. Nietzsche
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