Quarta-feira, 4 de Janeiro de 2012

 À beira de um rio caminha nervosamente um escorpião que procura passar para a outra margem. Surge uma rã. “ Queres pôr-me às costas e ajudar-me a atravessar o rio?”, pergunta o escorpião. “ Não sou tola. Para me picares?”, responde a rã. “ De modo nenhum”, responde o escorpião. “Que interesse teria em picar-te? Afogar-nos-iamos ambos. Além disso, pagar-te-ei bem!” Convencida, a rã aceita pôr o escorpião às costas. Começa a nadar para a outra margem. Chegados a meio do trajeto, o escorpião pica a rã. “ Mas por que fizeste isso?”, pergunta a rã antes de morrer. “ Porque é próprio da minha natureza”, responde o escorpião. E afundam-se ambos.


François Jacob, O Ratinho, A Mosca e o Homem, Gradiva 



publicado por omeuinstante às 10:00 | link do post

1 comentário:
De Lucas a 4 de Janeiro de 2012 às 15:33
Grande Fábula. Sempre bom recordar.


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Sem a música, a vida seria um erro. Nietzsche
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