Quarta-feira, 26 de Setembro de 2012

Os teus lábios, digo-te, não são doces

Como mel.

 

(o mel acaba por enjoar)

 

Mas são doces, os teus lábios, digo-te.

Mas doces como quê?

Ora, doces como eles são.

 

Doces?

 

Sim, olha doces como pão

Que todos os dias comemos

Sem fartar.

 

Rui Knopfli, Obra Poética, Imprensa Nacional-Casa da Moeda (2003), pág 43



publicado por omeuinstante às 20:47 | link do post

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