Quarta-feira, 16.05.12

É um sonho ou talvez só uma pausa

na penumbra. Esta massa obscura

que ela revolve nas águas são estrelas.

Entre aromas e cores, um barco de calcário

prossegue uma viagem imóvel num jardim.

Vejo a brancura entre os astros e os ramos.

Dir-se-ia que o ser respira e se deslumbra

e que tudo ascende sob um sopro silencioso.

Nenhum sentido mas os signos amam-se

e o brilho e o rumor formam um mundo.

 

António Ramos Rosa, Acordes, Quetzal



publicado por omeuinstante às 21:20 | link do post

Sábado, 20.11.10

O corpo quer respirar a lentidão do âmbito

a frescura do espaço a verdura das ás árvores.

Ele espera a serenidade gloriosa do ocidente

onde eterniza a púrpura e o azul:

Um vespertino visitante poderá levá-lo

numa gôndola branca até aos confins do poente?

Na página respira um nome de água melancólico.


António Ramos Rosa



publicado por omeuinstante às 11:58 | link do post

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Sem a música, a vida seria um erro. Nietzsche
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