Quarta-feira, 10.08.11
Não há fronteiras entre as disciplinas que o homem se propõe, para compreender e amar. Interpenetram-se e confunde-as a mesma angustia. 

Camus, O Mito de Sísifo 


publicado por omeuinstante às 01:00 | link do post

Segunda-feira, 16.05.11

O absurdo é a razão lúcida que constata os seus limites.

 

Camus



publicado por omeuinstante às 10:00 | link do post

Sexta-feira, 03.12.10

De forma lúcida Camus diz que o que é importante não é uma vida eterna, mas uma eterna vivacidade. Concordo.



publicado por omeuinstante às 10:00 | link do post

Sexta-feira, 08.10.10

A felicidade e o absurdo são dois filhos da mesma terra. São inseparáveis. O erro seria dizer que a felicidade nasce forçosamente da descoberta absurda. Acontece também que o sentimento do absurdo nasça da felicidade. " Acho que está tudo bem", diz Édipo e essa frase é sagrada. Ressoa no universo altivo e limitado. Ensina que nem tudo está bem, que nem tudo foi esgotado.

 

Albert Camus, O Mito de Sísifo, L.Brasil, pp 151-152

 

As filosofias da existência surgem como reacção ao sistema filosófico hegeliano e a todas as formas de racionalidade abstracta.

Para os filósofos existencialista a vida é demasiadamente rica e fluida para poder ser aprisionada em sistematizações abstractas.

O devir, a inquietação, a angústia levam o homem, a cada instante, a ser responsável por si e sem definição prévia.

A alegria silenciosa de Sísifo reside aqui: o seu destino pertence-lhe.



publicado por omeuinstante às 19:34 | link do post

Quinta-feira, 19.08.10

Calígula, naturalmente - Bom dia, Helicon. (silêncio.)

Helicon - Pareces fatigado?

Calígula - Andei muito.

Helicon - Sim, a tua ausência foi longa. (Silêncio.)

Calígula - Era difícil de encontrar.

Helicon - O quê?

Calígula - O que queria.

Helicon - E que querias tu?

Calígula - A Lua.

Helicon - O quê?

Calígula - Sim, eu queria a Lua.

Albert Camus, Calígula, Livros do Brasil

 

 



publicado por omeuinstante às 17:25 | link do post

Terça-feira, 27.07.10

Os deuses haviam condenado Sisifo a rodar uma rocha até ao cimo de uma montanha, e uma vez atingido o cimo a rocha regressava pelo seu próprio peso ao sopé da montanha, obrigando Sisifo a recomeçar o seu trabalho, sem cessar. Haviam pensado (os deuses), com algum fundamento, que não há castigo mais terrível que o trabalho inútil e sem esperança. (...)

Se o mito é trágico é porque o homem, seu protagonista, tem consciência que a esperança de atingir o propósito do seu trabalho é frustada.

Muitos trabalhadores do nosso tempo trabalham nas mesmas condições e o seu destino não é menos absurdo.

Mas esta situação só é trágica nos momentos em que se tem consciência dela.

( texto adaptado)

Albert Camus, El mito de Sisifo, Losada, 1970, pp.93-95



publicado por omeuinstante às 18:39 | link do post

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Sem a música, a vida seria um erro. Nietzsche
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