Sábado, 05.03.11

 

 

Black Swan é um filme difícil de ver. De falar, ainda mais. Os objectos do discurso, explícitos ou não, são muitos, alargam o campo da discursividade sobre a capacidade humana de se aproximar dos limites para alcançar a perfeição, no seu limite final.

O Homem, como ser total, está presente em todo o seu esplendor, e, é, criador da arte como actividade essencialmente metafísica da vida humana.

O Cisne Negro leva a pensar que não há arte pela arte. A dicotomia razão versus emoção, está exposta, no filme, na sua máxima tragicidade. E lembra que a perfeição é obra dos deuses.

Em cada um de nós, o branco e o negro lutam quotidianamente para construirem uma síntese de vida; Sem cor, portanto.

O filme decorre num espaço-tempo onde dois impulsos-apolíneo e dionísiaco-, lutam em tensão permanente para originarem a arte, a Tragédia. O herói dialecta dilui-se no herói esteta. 
Desde o princípio de individuação apolíneo, à máscara total da unidade dionisíaca, há sim, em Nina, a manifestação da Vontade de Poder.
O clímax surge no preciso momento em que os elementos-personagens que interagem no filme, deixam de ser artistas para se transformarem em obra de arte. 

Um filme instigante; que rasga a alma. Para ver e rever.



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Domingo, 02.01.11


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Terça-feira, 24.08.10


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Sábado, 31.07.10



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Sexta-feira, 23.07.10



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Sem a música, a vida seria um erro. Nietzsche
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