Terça-feira, 24.03.15

 

De regresso à terra, lugar de nascimento da poesia e do "poema contínuo".

 

herbertohelder.jpg

 

" Ninguém tem mais peso que o seu canto.

A lua agarra-o pela raiz,

arranca-o.

Deixa um grito que embriaga,

deixa sangue na boca.

Que seja a demonia: - a arte mais forte de morrer

pela música, pela

memória."

Herberto Helder, Poesia Toda, Assírio & Alvim, p.543.

 



publicado por omeuinstante às 20:01 | link do post

Sexta-feira, 19.10.12

Manuel António Pina 1943-2012

(...)

Compreendo que os seres humanos procurem sempre um sentido ou um destino. É duro de mais saber que se existe para nada. São os grandes problemas filosóficos. Aquelas perguntas que nos fazem os nossos filhos: onde estava eu antes de ter nascido? O que nos acontece depois de morrer? São esses os grandes problemas filosóficos a que todos procuram responder: de onde vimos e para onde vamos. Toda a arte e toda a literatura reflecte isso. O Borges diz que toda a arte se resume a dois temas: o amor e a morte... e o tempo. O amor através do sexo está ligado ao abismo antes e a morte ao abismo do ser do depois, ao seu desaparecimento. São uma espécie daquilo que os astrónomos chamam horizontes opacos, a partir dali não se pode ver o antes e o depois. É natural que os homens se interroguem. Toda a arte, como toda a filosofia, são interrogativas."
(....)

Entrevista de Nuno Ramos de Almeida a Manuel António Pina, 18 de Fev. 2012



publicado por omeuinstante às 19:35 | link do post

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Sem a música, a vida seria um erro. Nietzsche
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