Quinta-feira, 31.05.12

Pergunta de um aluno hoje na aula: professora, para quê visitar autores tão distantes de nós, do nosso tempo e cultura?
Pelo interesse histórico e pelo prazer de conhecer ( aspecto não muito valorizado...) ideias de outros tempos mas que influenciam o nosso presente.
Como  bem diz Italo Calvino, autor aqui várias vezes citado, porque um clássico é um livro que nunca acabou de dizer o que tem a dizer.




publicado por omeuinstante às 21:32 | link do post

Quinta-feira, 24.05.12

Para Nietzsche a linguagem é uma estrutura de dissimulação. No entanto, se soubermos cultivar a arte da paciência, a verdade- redonda, sempre redonda-chega-nos através da manifestação do ser das coisas. Refiro-me à verdade pessoal, a única que se pode assumir como absoluta.

 



publicado por omeuinstante às 10:00 | link do post

Terça-feira, 22.05.12

A prática de verbalizar um problema como forma de o resolver é antiga. Há séculos que se reconhece à palavra o poder de desocultar verdades essenciais e, portanto, a sua utilidade é uma espécie de clínica verbal. Também desde sempre se distinguiu, pela separação, o bom e o mau uso da palavra. Mas, paradoxalmente, bem cedo se descobrem as virtudes do silêncio. Nasce o si-mesmo secreto.

Com a entrada de Freud em cena, os segredos são transformados em conceitos e estudados através da verbalização metódica: comunique tudo o que se passa na sua auto-observação, com a suspensão de todas as críticas lógicas e afectivas. Com Freud, com a cultura ocidental, o inconsciente passou a ser verbalizado em ruptura com o lugar do silêncio e do não-dizível. 

Estas considerações aceleradas surgem ao final do dia, momentos depois de revisitar o filme Um Método Perigoso.



publicado por omeuinstante às 20:54 | link do post

Quinta-feira, 17.05.12

A natureza e a sociedade fazem do homem um ser de leis. Compete-lhe a si próprio fazer-se um ser livre. Livre para quê?

 

duas almas residem, ai!, em meu peito:
uma quer separar-se da outra;
uma, mediante órgãos tenazes,
aferra-se ao mundo num rude deleite amoroso;
a outra eleva-se com vigor das trevas 
aos campos de excelsos antepassados.
Göethe, Fausto.

 

 



publicado por omeuinstante às 12:14 | link do post

443245.jpeg
Sem a música, a vida seria um erro. Nietzsche
links
posts recentes

Indagações

Alétheia

Verbalização

Indagações

Junho 2018
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2

3
4
5
6
7
8
9

10
11
12
14
15
16

17
18
19
20
21
22
23

24
25
26
27
28
29
30


tags

arte

cinema

david mourão-ferreira

educação

estética

eugénio de andrade

fernando pessoa

filosofia

fragmentos

leituras

literatura

livros

miguel torga

música

noctua

pintura

poesia

política

quotidiano

sophia de mello breyner andresen

todas as tags

arquivos
blogs SAPO