Segunda-feira, 01.10.12

Chegámos a um ponto perigoso: damos como relativamente normal que o extravagante, o bizarro, o esdrúxulo e o grotesco entrem no nosso quotidiano e se tornem dominantes. No âmbito do excêntrico, o ministério da Educação é um arquétipo.


Aqui, artigo completo.

 



publicado por omeuinstante às 19:40 | link do post

Domingo, 15.07.12

Neste momento a Escola Pública é o inferno em forma de lei. 

 

A Educação do Meu Umbigo: Um caso bastante vergonhoso de experientação e engenharia profissional

 (...)

O processo que está em decurso de empurrão de muitos milhares de docentes para uma dança de cadeiras sem cadeiras é do foro do obsceno e olhem que nem costumo colorir muito a adjectivação. E tanto maior é a obscenidade quanto se sabe ser uma dança inútil e desnecessária. Que apenas visa assustar as pessoas e prepará-las para eventuais medidas a implementar nos próximos meses relacionadas com a mobilidade especial ou a aposentação antecipada.

(...)

o que se está a passar com a definição de horários-zero neste final de ano lectivo é algo vergonhoso e obsceno, um exercício espúrio, moral e eticamente inaceitável, de engenharia profissional em que um MEC sem capacidades de planeamento anda a brincar com a vida profissional, pessoal e familiar, daqueles que deveria saber mobilizar para uma melhoria da Educação, não para o objectivo mesquinho da Educação possível com o preço mais baixo.

 



publicado por omeuinstante às 13:10 | link do post

Segunda-feira, 18.07.11
Uma história árabe conta-nos:
Um imperador mandou vir um homem que passava por ser o mais sábio do conjunto das terras conhecidas e pediu-lhe que redigisse uma obra que contivesse os conhecimentos essenciais.
O erudito deitou mãos ao trabalho e, doze anos mais tarde, ofereceu ao monarca toda uma série de volumes.
— É demasiado extenso — disse o imperador. — Escreve os conhecimentos essenciais num só volume. O homem obedeceu e voltou quatro ou cinco anos mais tarde com um único volume.
— É ainda demasiado extenso — disse o imperador. — Sou um homem ocupado com todos os problemas do império. Escreve em poucas páginas o que consideras essencial e traz-me essas páginas.
O sábio deitou-se ao trabalho. Conseguiu, em dois ou três anos, meter a quinta-essência dos seus conhecimentos em algumas páginas, que ofereceu ao monarca. Este, particularmente ocupado nesse dia, pediu um último esforço: uma só página.
Vários anos de trabalho foram então necessários ao homem para fazer com que o seu conhecimento coubesse numa página.
— Ainda é muito — disse-lhe o imperador. — Proponho-te uma coisa: não escrevas mais nada. Põe o essencial do que sabes numa palavra e vem dizer-ma. Recompensar-te-ei.
O homem retirou-se para um planalto árido e reflectiu durante o tempo necessário. No fim, quando encontrou a palavra que encerrava todos os pensamentos, pediu audiência ao imperador, que já era velho.
— Encontraste a palavra? — perguntou ele ao erudito.
— Sim, Majestade. Encontrei.
— Aproxima-te. Diz essa palavra em voz baixa, depressa.
O sábio aproximou-se do imperador, inclinou-se para o seu ouvido e murmurou uma só palavra. O imperador foi o único a ouvir e exclamou:
— Mas isso já eu sabia!

Jean-Claude Carrière, Tertúlia de Mentirosos.
Daqui


publicado por omeuinstante às 17:24 | link do post

Domingo, 19.06.11

Momento quase filosófico onde paramos, sorrindo, nos sentidos de um pedaço de óptica dos sinais.

Aqui.



publicado por omeuinstante às 14:36 | link do post

Domingo, 08.05.11

Momento quase filosófico



publicado por omeuinstante às 15:08 | link do post

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Sem a música, a vida seria um erro. Nietzsche
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