O Homem moderno vive mergulhado na linguagem. Vive o presente em discurso e nele ganha existência. Não admira que a ciência dos signos seja um vasto campo de conhecimento, um objecto a pensar na sua essência.
Mas, dias há, tenho saudades do labirinto do pensamento mudo. Da fala viva, individual, que Saussure define como acto individual de vontade e inteligência.
Ramificações movediças da hora do dia.
José Augusto Mourão (1947-2011) frade dominicano, nascido em Lordelo, Vila Real, diz ter-se tornado texto a partir do seu corpo, lugar onde inscrevemos as palavras da memória. Apreciava o caminho da estética como meio de aceder à experiência cristã contemporânea.
A vida tornou-se texto a partir do meu corpo. Já sou texto. A História, o amor, a violência, o tempo, o trabalho, o desejo, inscrevem-se no meu corpo.
José Augusto Mourão, A Palavra e o Espelho
Momento quase filosófico onde paramos, sorrindo, nos sentidos de um pedaço de óptica dos sinais.
Aqui.
Sem a música, a vida seria um erro. Nietzsche
sophia de mello breyner andresen